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Ronaldoscopia

Opinião

Alguém se indignou com a euro-inundação que se abateu, torrencialmente, algures sobre a cidade inglesa de Manchester?

Tocada pelos famosos “maus” ventos, vindos de Espanha, uma nuvem larga e espessa a abarrotar de cifrões, quedou-se em pleno céu de Inglaterra, e toca a despejar, a cântaros,  uma copiosa chuva dourada.
Numa linguagem mais seca e realista, parece que o presidente do Real Madrid estará na origem de tudo isto, decidindo pagar pelos galopes, fintas e pontapés do Ronaldo, milhões, naquela moeda que circula, em asas de vento, por esses “offshores” além.
Ou será que, em vez de se indignarem, se limitam a ter opiniões absurdas e “clownescas” como a do primeiro ministro inglês, cujo único incómodo foi ver o M. United ficar sem o “bailarino” da Madeira?
Então ninguém se preocupa que, no “adro” de uma crise profunda, haja um “milagre” de multiplicação monetária tão para além do bom senso?
O que tem Durão Barroso a dizer sobre isto? E Sarkozy? E  Ângela Merkel?
É que isto está a passar-se numa região que se acha civilizada! Onde quase tudo é legis-comandado desde Bruxelas!
E não venham agora os Srs da Europa com as desculpas esfarrapadas de sempre:
Que isto são epifenómenos inelutáveis do liberalismo económico… Que patati… Que patatá!
Se foram capazes de lançar o cordel sobre os bancos, também podem controlar estes  desmandos!  Ou não?
Bruxelas não teve pejo em “obrigar” o povo a “registar”  poços,  nascentes, e furos, sob a pesada ameaça de coimas de 25 mil euros ou mais! Quando sabe que há donos de poços, nascentes ou furos que não têm um tostãozinho furado…
Mas Bruxelas, que quer zelar as águas “do povo” com lentes de ver ao perto,, usa óculos escuros, quando se trata de  zelar disparates como o de Florentino Perez e outros marcupiais, com a “bolsa” cheia de nota(s)…
E o Sr. Presidente da Comissão Europeia, que os senhores da Europa querem preservar como se fosse um rara peça de “bijutaria”, não terá um único neurónio, de herança camoniana, que lhe sugira propor à Europa legislação restritiva, impondo, aos presidentes dos clubes, tectos inultrapassáveis, seja nas transferências, seja nos salários dos jogadores?
E quem sou eu para ousar tal coisa, mas vou mesmo arriscar uma sugestãozinha ao europeizado Barroso:
Que pedisse o discurso de A. Barreto; o traduzisse; e obrigasse, quem por lá tem efectivo poder, a lê-lo com muita atenção. Sobretudo, na parte em que o orador se refere, com enorme visão sócio- política, ao “dever e poder do exemplo”…

Opinião

Barcelos Popular
09 de Jun de 2009 0

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