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Parceria Público-Privada: Criminosa falta de pudor

Editorial

A Câmara de Fernando Reis continua a navegar à vista, sem estratégia ou rumo, ao sabor da maré e de interesses que, não raras vezes, dificilmente se justificam.

A entrega das redes públicas de abastecimento de água e saneamento ao sector privado e o prejuízo que daí resultou para a população do concelho só por si já diz tudo sobre o pensamento político de Reis & Cª, mas a mal-feitoria da parceria público-privada que agora a maioria aprovou, em sede de Assembleia Municipal, poderá vir a revelar-se ainda mais ruinosa.
Não temos o dom da premonição, mas estamos em crer que o futuro assim o dirá. Para mal dos nossos pecados. No entanto, Fernando Reis, nessa altura, já estará a gozar as mordomias da reforma conseguida nestes anos de dedicação à causa. E quem vier atrás que feche a porta.
Não vamos aqui questionar a bondade da Câmara nas obras que escolheu para estabelecer a parceria com a empresa privada que também é sócia, ou faz parte do mesmo grupo, da Águas de Barcelos. Nem sequer queremos discutir as prioridades que presidiram à sua escolha. O que está mal é o princípio. As empresas privadas têm como objecto único a geração de lucros e isso nem sempre é compatível com o interesse geral; a Câmara, pelo contrário, tem como único fim a prestação de serviço público e isso dificilmente é conciliável com a política de enriquecimento privado.
De mais a mais, e contrariando a tese de que de outra maneira a Câmara não teria meios para avançar com as obras previstas na parceria público-privada, queremos aqui recordar, a título de exemplo, o pré-acordo que foi feito, há mais de dez anos, com o Clube de Campismo e Caravanismo de Barcelos, para a construção, sem custos para o erário público, do Parque de Campismo, em Perelhal. Fernando Reis sabe do que estamos a falar e também sabe que o projecto não foi avante por mera mesquinhez de natureza política.
Esta criminosa e distorcida falta de pudor na apresentação de justificativos para apoiar opções politicamente pouco claras e economicamente do interesse exclusivo da empresa privada que ganhou o concurso, não colhe. E até é de má-fé.

Opinião

Barcelos Popular
08 de Mai de 2009 0

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