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A trapalhada dos Centros Escolares

EDITORIAL

"Esta não é, com certeza, a transparência que o PS reivindicou nos mais de 30 anos em que esteve na oposição. Se as dúvidas não se dissiparem, o actual executivo corre o risco de não ser diferente.".

A falta de transparência que o processo de adjudicação dos projectos para a construção de 16 centros escolares no concelho é um caso que nada favorece a imagem do novo executivo municipal liderado pelos socialistas. Desde 1976 que o PS pugnava por governos municipais mais participativos, transparentes, sem caciquismos ou

favorecimentos a grupos económicos próximos do poder. Um ano depois da

alternância democrática, era tempo de mudar o modo de fazer política, afastar da análise da gestão autárquica tais rumores e suspeições.

A atitude que a Câmara tomou ao assinar contrato com a empresa de arquitectura, Inplenitus, para a elaboração dos projectos de construção dos centros escolares e dois dias depois levar a proposta de lançamento de concurso público das obras à reunião do executivo precisa de ser esclarecida, sob o risco de transportar para o interior da equipa de Miguel Costa Gomes uma suspeição grave.

Esta não é, com certeza, a transparência que o PS reivindicou nos mais de 30 anos em que esteve na oposição. Se as dúvidas não se dissiparem, o actual executivo corre o risco de não ser diferente.

O Barcelos Popular teve, como em diversas ocasiões em que o PSD governava, a virtude de investigar decisões políticas pouco claras. Somando os factos apurados, podemos concluir que estamos perante uma trapalhada que a Câmara tem que explicar.

O PSD já anunciou que vai participar o caso ao Ministério Público, por considerar que existem indícios fortes de favorecimento à empresa que ganhou o concurso. A atitude dos social-democratas não apaga a mancha de desconfiança que, muitas vezes, recaiu sob o seu executivo em diversos negócios que realizou. Tem o valor político de um partido que perdeu o poder.

A nós cabe-nos fazer jornalismo de investigação. Aos políticos gerir a coisa pública e não deixar suspeições na praça pública.

Opinião

Barcelos Popular
13 de Jan de 2011 0

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