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O silêncio alucinante dos motards

EDITORIAL

O Barcelos Popular não tem nada contra os motards, muito menos contra os seus gostos, mas tem a obrigação de defender o bom senso.

Quando o Partido Socialista ganhou as eleições autárquicas em Barcelos, abriu-se uma nova janela de esperança no concelho: muita coisa mudaria, depois de tantos anos de uma longa gestão letárgica do PSD. Pensava-se que finalmente a Câmara fecharia a Circular à Cidade; a Frente Ribeirinha seria uma verdadeira marginal ao Cávado onde, finalmente, os barcelenses pudessem viver de frente para o rio; que o Teatro Gil Vicente abriria as suas portas porque, afinal, estava pronto; que o Instituto Politécnico do Cávado e Ave teria um acesso condigno, de acordo com a instituição e a população que o usa; que o preço da água baixaria e, entre muitas outras coisas, os doentes do Hospital de Barcelos deixariam de ser massacrados pelo barulho ensurdecedor do arraial motard que se realiza no Parque da Cidade. Todos pensavam que esta Câmara teria maior sensibilidade para estas coisas e, por essa razão, mudaria a concentração de lugar, deixando dessa forma que centenas de doentes e muitos moradores da cidade não tivessem que aturar os sons estridentes das motas e as longas noites de música pimba que ecoa em toda a cidade. Mas, afinal, também neste particular, a Câmara nada fez, permitindo que os amigos das motas se juntem de forma desabrida e festivaleira com a prosaica e a fatela música do Quim Roscas e do Zé Estacionâncio, complementada por sessões de striptease à maneira.

O Barcelos Popular não tem nada contra os motards, muito menos contra os seus gostos, mas tem a obrigação de defender o bom senso. Fazer a festa nos arredores da cidade, junto ao Estádio Cidade de Barcelos ou na Quinta de Santa Maria, por exemplo, são hipóteses que nada retira à festa dos homens das duas rodas. E tem uma vantagem: defende a saúde dos doentes do Hospital e respeita o direito ao descanso dos moradores que vivem no centro da cidade.

Opinião

Barcelos Popular
16 de Mai de 2013 0

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