Bombeiro suspenso por se recusar a transferir sozinho um doente
Sindicato ameaça com tribunal
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local pondera colocar no Tribunal de Trabalho o comando dos Bombeiros de Barcelos, por suspender um bombeiro que se recusou transferir uma doente para uma consulta de fisioterapia em Braga.
O bombeiro alegou que sozinho não tinha condições para o fazer e foi castigado 13 dias. Para o STAL a situação “é ilegal” e garante que colocará a situação no Tribunal de Trabalho. E vai mais longe: “Se necessário for, também recorreremos aos tribunais comuns. O bombeiros tem razão. Uma ambulância tem que ter duas pessoas. O motorista conduz e o maqueiro vai com o doente. E essas condições não estavam reunidas”, disse ao Barcelos Popular (BP), Manuel Mendes, coordenador do STAL.
Esta é uma questão polémica. Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, disse ao BP que em ambulâncias de transporte de feridos e doentes com determinadas características é obrigatório dois homens, mas que, em idas ao médico, por exemplo, se a ambulância tiver condições, pode ser utilizado apenas um indivíduo.
O comando dos BVB já abriu o inquérito ao bombeiro, mas o profissional da corporação ainda não teve oportunidade de responder porque se encontra de baixa.
José Quinta disse ao BP que a decisão teve na sua origem “a falta de respeito ao chefe de serviço, pela forma como o bombeiro falou”. E acrescentou: “Tratava-se do transporte de uma doente para uma consulta em Braga. Não era a primeira vez. A doente ia nas cadeiras próprias que temos e que permitem que um homem faça o serviço sozinho. Não o quis fazer e não falou como devia... foi castigado. Aqui não admitimos falta de disciplina!”.
