
A cidade sem maestro
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"O "gestor paralisante" propaga a critica a tudo o que fizeram os seus antecessores no cargo".
Num momento de grande azáfama eleitoral, em que se sobrepõem mensagens confusas e difusas, escrever um artigo para o jornal é um desafio acrescido.
É nestes momentos que importa que se vá focalizando a discussão em alguns aspectos que são fulcrais para o carácter dos decisores políticos, sejam eles nacionais, regionais ou locais.
Assim, e continuando na saga de reflectir utilizando considerações de um livro sobre o sucesso das pessoas e organizações, hoje os comentários são sobre " raciocínios paralisantes". Algo que vemos de forma contínua em muitas pessoas que ocupam cargos públicos e devem tomar decisões que nos influenciam a todos.
Ao ritmo dos problemas, das expectativas, das necessidades e da concorrência entre países, regiões ou cidades, os políticos devem ter cada vez mais estatuto moral, técnico, de personalidade e de eficácia.
Vamos então ver alguns aspectos sobre raciocínios paralisantes que tanto mal fazem aos políticos e às pessoas que tutelam:
926. O indivíduo é o único elemento que não tem limites. As possibilidades de contribuição do homem para o desenvolvimento das organizações são infinitas. A sua inteligência e a sua vontade inteligente, quando se encontram equilibrada e harmoniosamente ligadas, são a base para um círculo virtuoso: "fortalecem-se" em busca de novos caminhos, de portas jamais atravessadas…
927. O mais cómodo é cair em raciocínios paralisantes, cuja primeira característica é "descartar-se". Perante um problema, o mais difícil é assumir as próprias responsabilidades e enfrentar as mudanças que devíamos provocar em nós próprios.
928. Os raciocínios paralisantes fortalecem-se: provocam o surgimento de um tom negativo que conduz a intermináveis círculos viciosos. Como não se deu resposta a uma questão, bloqueiam-se os processos dos neurónios para oferecer uma solução ao obstáculo seguinte.. Para justificar a sua incapacidade, tende a aumentar o tamanho do obstáculo, para assim tornar menos evidente a sua ineficácia.
929. O ambiente que os "pensadores paralisantes" difundem à sua volta desanima os outros. É conveniente para o executivo dominado por raciocínios paralisantes que muitos membros da organização se introduzam nessa maré de negativismo, porque desse modo justificará o seu desinteresse.
930. O "gestor paralisante" propaga a critica a tudo o que fizeram os seus antecessores no cargo (ou em funções relacionadas). Ao denegrir o que os outros realizaram, qualquer "raio de luz" da própria actividade será apresentado como um êxito dentro de um planalto repleto de fracassos.
932.. Ao conseguirem cargos de topo, o que mais temem aqueles que os ocupam é que se produzam modificações na situação estabelecida. O medo da novidade é constituído por um terror quase patológico em que o empenho, apesar de se manterem as estruturas, consiste em que nada seja modificado, ou que o sejam muitas coisas mas sempre sob o lema de que tudo mude para que tudo permaneça igual.
Precisamos que os nossos decisores políticos tenham coragem de mudança, que enfrentem as coisas de frente e que não tenham raciocínios paralisantes que nos mantenham em estado de letargia, fazendo-nos perder o comboio da evolução económica e social.
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