
É urgente Abril
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A liberdade tem um preço. E todos temos a obrigação de o pagar… dessa forma honrando e lembrando aqueles que deram a vida para que hoje possamos ter memória… dignidade… democracia.
Por vezes esquecemos a questão essencial… A Democracia tem custos e todos nós teremos que pagar o preço… Na verdade, a Democracia tem defeitos, mas é o melhor sistema político conhecido.
Sabemos que eleições locais, regionais, nacionais, autárquicas, legislativas e presidenciais custam alguns milhões de euros e que o funcionamento das Instituições Democráticas custam ainda mais alguns milhões.
Porém, ao contrário do que alguns mensageiros pretendem fazer crer, isso não é um desperdício, mas antes a garantia da nossa soberania e do respeito pela dignidade da pessoa humana e da vontade popular, tendo como fim a construção de uma sociedade livre, justa e solidária.
Mas é claro que haverá sempre quem siga o velho ensinamento de Salazar de que " se soubesses o que custa mandar gostarias de obedecer toda a vida".
Não basta, porém, falar em cidadania ou ter uma constituição e leis cheias de princípios "bonitos" e universalmente aceites, mas que depois uma grande parte acha que devem ser esquecidos ou eliminados, simplesmente.
Por isso, é uma verdadeira desfaçatez ouvirmos este Governo, de direita, dizer que tem um mandato ilimitado para fazer tudo o que entenda, em nome da troika e em defesa duma suposta equidade na divisão dos sacrifícios.
É que o Povo não pode entender, nem aceitar sacrifícios que resultam somente em cortes de salários, de subsídios e no aumento de impostos sobre os rendimentos do trabalho, nem aceitar discursos políticos que pretendem, de forma ostensiva, atribuir aos trabalhadores a culpa de todos os males.
Não há dinheiro para a saúde, para a educação, para a justiça ou para políticas de emprego, nem alguns milhões a juros razoáveis para os comerciantes, industriais e empreendedores dos diversos sectores criarem emprego.
Assiste-se a um corte brutal no acesso à saúde, nas prestações do SNS e comparticipações sociais, nas bolsas de estudo e nos gastos com a educação, com um forte abandono escolar, inclusive no ensino superior, por parte de alunos a quem é retirada de forma cega e inadmissível a bolsa de estudo, sem se criarem condições alternativas.
O desemprego entre os jovens até aos 35 anos é assustadoramente elevado, próximo dos 40%, sem que se veja uma única medida para alterar o drama das famílias, dos jovens, dos desempregados e daqueles que não têm hipótese de encontrar emprego, por mais que o procurem.
Entretanto enterram-se milhares de milhões num BPN, sem que ninguém seja responsabilizado e sem retorno, pagam-se milhares de milhões de subsídios a empresas que de forma monopolista exploram sectores essenciais da economia, designadamente da área da energia, que, ainda por cima, aumentam os preços para o consumidor final, sem qualquer travão do Governo.
Não se vê uma única medida, ao fim de um ano de Governo, que emagreça efectivamente as despesas do Estado no que se refere às mordomias excessivas, gastos sumptuários, vencimentos milionários e direitos obscenos, de valor superior ao dos países mais ricos, o que revela o nosso terceiro-mundismo cultural e que a cultura do saque impera sem vergonha.
Atingimos um estádio de demência da democracia, em que o Povo, de tanta anestesia e amputação cirúrgica, já só procura manter-se à tona da água, se necessário alimentando sem cessar o polvo "cunha" e o primo" favorecimento", em convivência animada com a tia "corrupção" e o tio "sem vergonha", que consumirão o Povo "até ao tutano".
Por isso é tempo de dizer basta… a sociedade livre, justa e solidária está definitivamente em risco, assim como a República e o Estado de Direito Democrático.
É, por isso, espantoso como partidos democráticos elegem responsáveis que logo após assumem posturas autoritárias e sem respeito pela diferença, ardilosamente confundindo a crítica e a discussão, com afirmação livre da diferença, com falta de lealdade e quebra de unidade.
Uma verdadeira estupidez que só é compreensível pela falta de coragem dos militantes partidários e cidadãos anónimos em dizerem que basta de tanta hipocrisia e discurso patético e que é tempo de dispensar pelo voto tais "democratas", feitos ditadores de segunda categoria, afirmando a sua liberdade, sem medos.
A liberdade tem um preço. E todos temos a obrigação de o pagar… dessa forma honrando e lembrando aqueles que deram a vida para que hoje possamos ter memória… dignidade… democracia.
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