
É urgente Abril
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O actual presidente da Câmara, esse, poderá alegar em sua defesa que não conhecia o contrato, mas se assim é, não se deveria ter metido a prometer o que não sabia se podia cumprir.
A promessa eleitoral de baixar o preço da água, em 50%, pode conduzir a Câmara a uma situação de insolvência. Os socialistas, por pura demagogia eleitoral, leviandade, incompetência ou fé numa hipotética e mal alicerçada ajuda do Governo de Sócrates, meteram-nos a todos numa camisa-de-onze-varas, de que tão cedo não nos livraremos. Na melhor das hipóteses, e à semelhança do que aconteceu, há anos, quando João Machado herdou um município falido, o concelho estagnará de novo, por mais de uma década, quando chegar a hora de pagar os 172 milhões de euros de indemnização à Águas de Barcelos (AdB), decretado pelo Tribunal Arbitral de Lisboa.
O presidente da Câmara já veio dizer que não paga por falta de dinheiro e que irá recorrer da decisão para os tribunais comuns. Mas isso é um fraco consolo e só serve para adiar o inevitável. Para já, o que sabemos é que cada um de nós, barcelenses, deve cerca de 1.500 euros à AdB, continua a pagar os ramais de ligação a valores do outro mundo e a água a preços exorbitantes.
Que o preço da água não baixaria um cêntimo que fosse já todos tínhamos percebido ao fim de meia dúzia de meses de mandato deste executivo, estávamos longe de imaginar, contudo, que a desfaçatez da mentira se transformasse em criminosa irresponsabilidade.
Entretanto, enquanto vamos fazendo contas de cabeça para saber como é que vamos pagar mais uma factura de uma compra que não fizemos, PS e PSD entretêm-se em acusações mútuas, de pouco ou nulo efeito, a não ser o de nos convencerem que nem uns nem outros estão à altura de governar o Município.
Que o contrato assinado pelo executivo PSD era ruinoso já nós o tínhamos dito há muito. Aliás, com a honrosa excepção da delegação local da ACOP, o Barcelos Popular andou sozinho, durante anos, a pregar no deserto contra a entrega da água aos privados, enquanto a oposição se entretinha a inscrever militantes e alguma comunicação social da praça se preocupava com o brilho dos corredores e vitrinas da AdB.
De pouco terá valido, dirão, mas a verdade é que Fernando Reis pagou caro nas urnas e por alguma razão foi. Se há crime ou não, os tribunais a seu tempo decidirão.
O actual presidente da Câmara, esse, poderá alegar em sua defesa que não conhecia o contrato, mas se assim é, não se deveria ter metido a prometer o que não sabia se podia cumprir. Já no que diz respeito ao homem que, de facto, manda no executivo, Domingos Pereira, não há desculpa possível. Na qualidade de vereador da oposição, foi-lhe facultado o acesso ao documento e por essa razão tem mais responsabilidade do que qualquer outro na gestão desta novela surrealista. Ele mais do que nenhum outro – porque sabia em que águas navegava – contribuiu para o naufrágio da Câmara que domina. É bom que aprenda a nadar antes que se afogue no mar de incompetência com que inundou o concelho.
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