
A cidade sem maestro
Raramente Barcelos viveu, numa única noite, uma ag...
34º aniversário do Barcelos Popular.
Desde 11 de Novembro de 1976 – dia em que demos à estampa a primeira edição do Barcelos Popular – até hoje, a evolução dos conhecimentos científico e tecnológico terá tido, segundo estudos recentemente publicados, um crescimento superior ao dos últimos cem mil anos.
Esta autêntica revolução dos saberes, como facilmente confirmamos quando analisamos as mudanças bruscas e quotidianas da nossa forma de encarar o relacionamento com praticamente todos os aspectos da vida, reflectiu-se, necessariamente, na comunicação social, com especial incidência na imprensa escrita.
De tal forma que, actualmente, é possível editar, imprimir e distribuir, em idêntico lapso de tempo, o mesmo periódico em Barcelos ou em qualquer outra cidade do mundo.
Essa realidade, contudo, já está ameaçada de morte com o surgimento de edições on-line difundidas via internet e, quiçá em maior escala, por uma nova forma de comunicação – a que não chamaremos jornalismo, mas que não se pode ignorar – gerada a partir de blogs e redes sociais que não param de crescer.
Não queremos arriscar uma morte anunciada para a imprensa escrita tal como agora a conhecemos porque isso já foi feito no passado, quando surgiu a rádio, e não se veio a verificar – pelo contrário a imprensa até cresceu com o aumento dos níveis de literacia – mas não podemos ignorar que agora a realidade é bem diferente.
Os jovens, de tão habituados que começam a ficar de passar horas e horas em frente ao computador, lêem com mais facilidade uma notícia curta e simples num qualquer sítio da internet, do que os seus pais um artigo mais ou menos extenso que seja plasmado tanto num tablóide como num jornal de referência.
A imprensa escrita, é um facto, tem feito um esforço para tentar acompanhar os sinais dos novos tempos. Mas há uma incógnita que nós, os que a ela dedicámos grande parte da nossa vida, recorrentemente colocamos: será que temos futuro? Estamos a atravessar uma encruzilhada para novas estradas de continuidade, ou, pelo contrário, caminhamos a passos largos para um inevitável e inexorável fim de linha?
A resposta não é fácil. Mas estamos em crer que a aposta – única no concelho – que temos feito nas novas formas de comunicação pode ser um dos caminhos a seguir para atravessar com mais ou menos sobressaltos essa encruzilhada de incertezas que se adivinha.
Não somos dos que enterram a cabeça na areia. Nem dos que ficam de braços cruzados perante a borrasca. E, por isso, estamos aqui para lutar contra as adversidades e os escolhos que nos esperam ao longo do caminho.
Até aqui, tivemos engenho e arte para vergar pela força dos argumentos e da razão as ameaças de que ao longo dos anos fomos sendo alvo. E não serão as forças conjugadas do dinheiro e do poder que nos farão vergar. Não precisamos de o provar. A nossa história fala por si.
Afinal, essa é uma luta que já estamos habituados a travar. E fá-lo-emos sempre. Mesmo que os opositores de ocasião mudem conforme os inconfessáveis e obscuros interesses de cada momento.
Estaremos como sempre ao serviço dos interesses do concelho e do seu património, das suas gentes e da sua qualidade de vida, da verdade e da justiça social.
Para o resto não contem connosco. Não nos movemos por interesses económicos, benesses ou aceitação de tachos nestes trinta e quatro anos de independência jornalística e não será agora que outros ventos se levantam que nos vamos deixar encantar por desgastados e ilusórios cantos de sereia.
0

Raramente Barcelos viveu, numa única noite, uma ag...

Nunca se produziu tanta riqueza no mundo. Nunca ho...

Existe um padrão inquietante na gestão municipal d...

Muitas das decisões que irão marcar Barcelos daqui...