
É urgente Abril
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"Mas, em quase toda a zona urbana, o mesmo Cidadão corre sério risco de ver a sua integridade física posta em causa".
Quem se dê ao trabalho e tenha a paciência de se deslocar pelo centro histórico, pela zona ribeirinha e por toda a zona urbana da cidade de Barcelos ficará muito apreensivo e, caso leve a peito a questão da cidadania, por pensar que Barcelos é dos Cidadãos, logo pensará em encher o e-mail da Câmara com reclamações e fotografias esclarecedoras.
Começando pela zona ribeirinha, os mais de 1,5 milhões de euros ( cerca de 300 mil contos ) ali gastos estão agora em completo abandono, com ervas daninhas a crescer e os muros de pedra a desaparecer e a cair, com a destruição sistemática que se constata no local. O Café/Bar previsto para o local também continuará a ser uma miragem.
Mas quem se passear pela Avenida da Liberdade e pela Rua D. António Barroso, até ao Município, além de pisar uma galeria técnica que não tem uso nenhum, a não ser para ratos, mas que custou cerca de um milhão de euros, interroga-se para que foram gastos 5 milhões de euros em pedra, hoje quase toda partida e suja, e em jactos de água, já que continuam à superfície caixas da EDP, bem como fios, tubos e caixas variadas nas fachadas dos edifícios centenários.
Para além da sujidade quase permanente, quem tiver a ousadia de passear de noite por estes locais, confronta-se com zonas sem ou com deficiente iluminação, destruição de candeeiros e projectores, paredes, janelas e portas fechadas a tijolo, para esconder a degradação e abandono de prédios que mereciam melhor sorte e destino.
Igual preocupação sentirá qualquer cidadão avisado que olhe para aquele volume que dá pelo nome de Teatro Gil Vicente, sem aproveitamento algum, mas onde já estão enterrados 3 milhões de euros dos nossos impostos, relativamente ao qual ninguém assume a responsabilidade de fixar uma data para a sua abertura.
Mas, em quase toda a zona urbana, o mesmo Cidadão corre sério risco de ver a sua integridade física posta em causa, pois, a todo o momento, pode tropeçar em algum dos obstáculos que vedam prédios em ruína, sem soluções à vista, ou até cair num buraco ou saliência dos pisos dos passeios e ruas em estado de degradação condenável.
Qualquer Cidadão ou forasteiro que nos visite rapidamente decide partir desta cidade face a tal cenário, mas até aí a sorte o abandona, pois esbarra numa variante sem saída, à espera que alguém faça o que é preciso, para terminar um acesso que foi prometido há mais de vinte anos.
É claro que, por mais optimistas que sejamos, não acreditamos que alguém de fora, sem qualquer discussão com os Cidadãos, seja capaz de apresentar um Plano de Desenvolvimento Estratégico para Barcelos que resolva estes problemas e apresente linhas de conduta futura, para o desenvolvimento de todos os sectores da vida Barcelense.
Por isso, esperamos que alguém tenha a coragem de declarar a cidade de Barcelos em estado de calamidade urbanística e discuta com os Cidadãos as medidas a tomar. De outro modo serão os Cidadãos a declarar Barcelos em estado de calamidade gestionária, sendo a cidade o seu espelho.
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