
É urgente Abril
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Quando se fala de recuperação da cidade, fala-se de repovoamento, pois o abandono e a desertificação são as principais causas da degradação do edificado.
Enquanto continuamos à espera do estudo que a autarquia encomendou, e através do qual ficaremos a saber o que uma empresa de Matosinhos pensa que deverá ser o futuro de Barcelos, vamos, impotentes, continuando a assistir à galopante degradação do centro da cidade, e com ela ao empobrecimento do nosso património social, cultural, histórico e também económico. O desleixo a que a coisa chegou é tal, que, não tarda, a recuperação da cidade será impossível. Quando se fala de recuperação da cidade, fala-se de repovoamento, pois o abandono e a desertificação são as principais causas da degradação do edificado. Ora, sem que estejam criadas as condições de comodidade que a vida moderna oferece nas periferias, dificilmente conseguir-se-á convencer alguém a vir viver para o centro onde tudo é difícil e incómodo: estacionar o carro, dispor de gás canalizado, subir ao 3.º andar com as compras, etc., etc.. No entanto, e não obstante a dificuldade da tarefa, é imperioso que se comece a trabalhar com afinco e imaginação para travar este processo de deterioração do núcleo nobre de Barcelos, sob pena de tudo se perder irremediavelmente. Os caminhos são vários, e é dessa diversidade que se conseguirá atingir o objectivo pretendido: devolver à cidade a vida que há 30 ou 40 anos exibia, tornando-a um sítio onde viver, para além de possível, seja uma experiência profundamente agradável. A estratégia a adoptar deverá envolver as instituições locais, nomeadamente o IPCA, cuja existência de tão discreta nos faz esquecer a sua responsabilidade na atracção de centenas de estudantes que anualmente fazem de Barcelos a sua terra, a recuperação efectiva das margens do rio visando a criação de zonas lúdicas capazes de atrair locais e visitantes, a valorização dessa riqueza que diariamente atravessa Barcelos a caminho de Santiago de Compostela, através da criação de estalagens para peregrinos dentro dos muros da cidade, a reformulação do tráfego automóvel permitindo a sua circulação nas zonas nevrálgicas do centro, designadamente no Largo da Porta Nova, tornando a cidade verdadeiramente acessível, a criação de estacionamento coberto que sirva moradores e visitantes de forma cómoda e economicamente aceitável, acrescentando-se à lista, desejavelmente participada por todos, tudo aquilo que contribua para alcançarmos este objectivo comum de resgatar Barcelos do trágico abandono em que se encontra.
O presente, o passado recente e o mais longínquo têm demonstrado que este desígnio não tem constituído preocupação de quem nos tem governado.
Para mal de todos nós.
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