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A incógnita da água e o Teatro Gil Vicente

EDITORIAL

"A promessa da água todos sabemos que não é fácil de cumprir. O PSD deixou o contrato bloqueado de tal forma que qualquer alteração é difícil de concretizar".

Na campanha eleitoral, o Partido Socialista prometeu baixar o preço da água em 50 por cento. Já lá vão quase dez meses e o executivo municipal ainda não deu sinal de cumprir a promessa. Com o Teatro Gil Vicente o prometido também ainda não foi cumprido. Nesta infra-estrutura, primeiro havia um prazo para abertura - o dia 27 de Março. Depois adiou-se com base no argumento de que o empreiteiro não tinha deixado a obra concluída de acordo com o projecto. Mesmo assim sendo, o pelouro da cultura anunciou animar o espaço com sessões de poesia e outras actividades. Já lá vão três meses, nem sessões de poesia muito menos data para abrir aquele que se espera ser o motor dinamizador da cultura urbana.

A promessa da água todos sabemos que não é fácil de cumprir. O PSD deixou o contrato bloqueado de tal forma que qualquer alteração é difícil de concretizar. De qualquer forma, uma coisa é verdade: a população tem direito a saber para onde foi o seu voto, isto é, quais as intenções da autarquia, para quando uma perspectiva de resolução do problema, se há ou não há descida do preço da água. É que se não há, é melhor dizer já a verdade, porque só ela sustenta o futuro e a credibilidade de qualquer político.

Depois é preciso recordar que já há sinais de revolta, como é o caso de abaixo-assinados que começam a proliferar ou o regresso dos custos elevados das ligações que a Câmara deixou de patrocinar e que faz com que o problema da água possa valer politicamente tanto como valeu nas eleições.

Opinião

Barcelos Popular
08 de Jul de 2010 0

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