
É urgente Abril
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"Os socialistas, por seu turno, tendo razão para ficar satisfeitos com esta vitória, não podem desconhecer que nunca houve guerra que se vencesse apenas numa batalha.".
O executivo municipal obteve uma importante vitória, na última Assembleia Municipal, com a aprovação, à custa de muitos votos do PSD, da Carta Educativa para o concelho.
Domingos Araújo, que sai claramente derrotado desta batalha, não se mostrou capaz de segurar os seus presidentes de Junta, nem sequer alguns dos que não se podem recandidatar por terem atingido o limite de mandatos.
Podem-nos dizer que em outros concelhos, onde a maioria na Câmara não tem correspondência na Assembleia, o resultado tem sido semelhante ao que se passou aqui em Barcelos, mas até agora os presidentes de Junta tinham muitas vezes que se sujeitar à chantagem financeira dos municípios para mostrarem obra e conseguirem ser reeleitos. Isso ainda se aplicará a bastantes deles, é certo, mas há um número significativo de autarcas que não podem aspirar a uma nova eleição e que deixaram o seu líder à dependura.
Este novo dado, só por si, não será suficiente para afirmar que o PSD local anda sem rumo. Mas se lhe juntarmos as divisões internas que se conhecem e a demarcação evidenciada pelos eleitos do PSD, na Câmara, em relação à política seguida por Fernando Reis nos últimos anos, a sensação que fica é a de que Domingos Araújo é um líder a prazo.
Esse sentimento, de certa forma já evidenciado nas últimas eleições internas do PSD, que venceu graças à divisão dos seus adversários, tem vindo a crescer e não será de surpreender a sua substituição antes das próximas eleições autárquicas.
O contrário é que seria, isso sim, uma surpresa.
Os socialistas, por seu turno, tendo razão para ficar satisfeitos com esta vitória, não podem desconhecer que nunca houve guerra que se vencesse apenas numa batalha.
Têm razão para ficar satisfeitos – é um facto – mas convém recordar-lhes que nesta mesma Assembleia que aprovou a Carta Educativa, a oposição, em bloco, manifestou-se – com razão – contra os critérios seguidos pela Empresa Municipal de Educação e Cultura (EMEC) na selecção de professores de inglês para as escolas do ensino básico.
E por muito que o presidente da Câmara diga que as Empresas Municipais são autónomas, a verdade é que elas dependem exclusivamente do poder autárquico. Não há outra leitura possível. Assim sendo, se há alguma ilegalidade neste processo, ela não diz apenas respeito à EMEC. A Câmara, queira ou não o seu presidente, é, também ela, solidária neste incumprimento da lei.
Fernando Reis, por comportamentos semelhantes, foi derrotado nas últimas eleições.
O PS, esse, parece que ainda não aprendeu a lição e andará mais (pre)ocupado a engendrar estratagemas para tentar calar vozes críticas do que a fazer aquilo que lhe compete: governar.
P.S.
Na última reunião da Comissão Política do Partido Socialista terá sido afirmado que haveria uma concertação entre o director do Barcelos Popular e um opositor do líder da concelhia para prejudicar o partido. Isto porque, no entender de alguma intelectualidade partidária, o nosso jornal publicou um artigo de opinião desse opositor na mesma página onde se falava na famigerada colocação de professores.Para que conste, esclarece-se o seguinte: o director do Barcelos Popular, em nome da pluralidade democrática, convidou várias vezes (e não foram poucas) o presidente da Câmara, o líder local dos socialistas e o deputado Manuel Mota para assegurar opinião escrita dessa área nas páginas do nosso jornal. Apesar da receptividade verbal, a verdade é que ainda está à espera dessa colaboração. E assim continuará (à espera) porque já não tem paciência para voltar a falar com quem quer que seja.
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