Fechar menu

Revanchismo

Opinião

O presidente da Câmara não percebeu – ou não quis perceber – que mais importante que saber perder é saber ganhar. Daí que tenha gasto mais de 23 minutos do seu tempo a falar do passado e apenas três do futuro...

Estive a ouvir atentamente o discurso de tomada de posse do presidente da Câmara e confesso que fiquei espantado com o seu teor revanchista. Disparando para todo o lado, e apontando o dedo acusador a todos os que não estiveram ao seu lado na campanha eleitoral, Miguel Gomes comportou-se de uma maneira que nem Fernando Reis, no seu pior, alguma vez ousou ensaiar.

O presidente da Câmara não percebeu – ou não quis perceber – que mais importante que saber perder é saber ganhar. Daí que tenha gasto mais de 23 minutos do seu tempo a falar do passado e apenas três do futuro, privilegiando as insinuações, quando sabia que ninguém lhe poderia responder.

Miguel Gomes tem razão para se sentir ofendido e magoado com os impublicáveis panfletos anónimos que gente sem carácter espalhou por aí a poucos dias das eleições. Tem até motivos mais do que suficientes para fazer sentar no banco dos réus o autor, ou autores, de tão ignominioso texto. Mas essa é matéria para os tribunais e não para um discurso de tomada de posse, onde o que se pretendia ouvir eram as propostas para o futuro. Tanto mais que, se é verdade que a campanha eleitoral das últimas autárquicas não terá primado pela elevação, isso também se deve a situações de sentido contrário, como a que se verificou numa freguesia do norte do concelho, onde o boato e as acusações mais infames estiveram ao nível dos panfletos anónimos. De resto, e para encerrar este tema, o presidente da Câmara não tem autoridade moral para usar o palco da Assembleia Municipal com esta temática porque nada fez para afastar do seu lugar um assessor que utiliza as redes sociais como instrumento para lançar os mais vis e baixos insultos àqueles que não se revêm na prática política do executivo municipal (e desse ele conhece a cara, o nome e o espaço que ocupa).

Pelo que ouvi, fiquei convencido que os próximos quatro anos vão ser mais do mesmo. A continuação de uma prática política persecutória, feita de boatos, aleivosias e outras formas de pressão sobre quem se atreva a criticar os "iluminados" que estão no poder.

Opinião

Barcelos Popular
17 de Out de 2013 0

Outras artigos

É urgente Abril

É cada vez mais urgente falar e comemorar o 25 de ...

desenvolvido por aznegocios.pt