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Absolutismo

OPINIÃO

Acabemos com o "quero, posso e mando!" que nos trouxe até aqui, com os malefícios de todos conhecidos.

O recente financiamento municipal a uma empresa privada, cujo proprietário lidera a candidatura socialista à Assembleia Municipal, antes da escandalosa promiscuidade que encerra, é o exemplo acabado do perigo que pode acarretar a maioria absoluta nos executivos municipais. Com efeito, este ponto alto da gestão viciosa do dinheiro dos barcelenses, só foi possível porque a actual distribuição dos mandatos municipais assegura que, por mais absurdas que sejam as propostas do executivo socialista, como agora aconteceu, a sua aprovação está sempre garantida, face ao desequilibrado cenário de seis contra cinco. De igual forma, e recuando uns anos, o famigerado contrato da concessão da água nunca teria sido possível se a constituição da câmara municipal de então não garantisse maioria absoluta ao PSD. Muitos outros exemplos entre nós vividos poderiam ser aqui lembrados, reforçando esta ideia: maiorias absolutas conduzem, invariavelmente, a excessos e abusos que revelam o pior dos seus protagonistas. É de todos conhecido o aforismo " se o poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente"...

Este modelo, entre nós velho de quase quarenta anos, poderá conhecer o seu fim nas próximas eleições autárquicas. O tempo em que o poder faz o que quer, restando à oposição o papel de figurante, poderá em breve acabar, dando lugar a uma governação que tenha presente que as suas propostas só serão aprovadas se forem realmente benéficas para os barcelenses, uma vez que, sem maioria absoluta, há que esperar o aval da oposição para a sua concretização. Será, sem dúvida, uma nova e melhor forma de governar Barcelos. Não percamos a oportunidade de obrigar o próximo executivo municipal a ter o comportamento ético e democrático indispensável ao salutar exercício do poder. Acabemos com o "quero, posso e mando!" que nos trouxe até aqui, com os malefícios de todos conhecidos.

Pela primeira vez Barcelos terá à sua disposição uma verdadeira alternativa aos do costume: aqueles que nos trouxeram ao marasmo em que vemos a cidade há tanto mergulhada. A partir do próximo dia 29 de Setembro acabará o espaço para o desencantamento que se instalou no espírito dos barcelenses, assim estes o queiram. Assim queiram confiar ao MIB - Movimento Independente Por Barcelos a responsabilidade de governar nos próximos quatro anos. Mesmo que em minoria.

Opinião

Barcelos Popular
28 de Jun de 2013 0

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