
É urgente Abril
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A adesão massiva dos professores de Barcelos à greve estendeu-se por todo o país.
Uma greve causa sempre transtornos e a dos professores não podia deixar de os causar. Em Barcelos a adesão foi grande, cerca de 90 por cento, com muitas centenas de alunos das escolas do concelho a não poderem realizar exames. No entanto, a comunidade escolar e a população devem refletir se este transtorno momentâneo não ganharia uma dimensão muito superior e inadmissível se as medidas do ministro Crato acabassem por ser concretizadas.
São medidas que visam diminuir a qualidade da escola pública, degradar o apoio pedagógico aos alunos e desvalorizar os docentes. Tudo o que não era necessário fazer.
Não há professores a mais, mas sim turmas com um número exagerado de alunos. Faltam recursos para combater o abandono e o insucesso escolare. Porém, o Governo quer despedir ainda mais docentes, deslocá-los mais de 200 km da sua área de residência e aumentar-lhes o horário de trabalho, passando as horas das direções de turma para a componente não letiva.
Tudo isto prejudica os alunos que terão menos professores, professores menos disponíveis e menos motivados. As escolas precisam de maior proximidade entre os alunos e os docentes, mas tudo está a ser feito para concentrar alunos e diminuir professores. É a qualidade da escola pública que está em causa.
Importa recordar os motivos desta greve. Em final de Maio o governo apresentou a sua proposta de mobilidade especial (vulgo despedimentos) e do aumento do horário de trabalho das 35 para as 40 horas, deixando apenas duas possibilidades de resposta aos professores: ou fazer greve em altura de avaliações e exames ou fazer greve durante o período de féria, o que seria ridículo. O ministro queria encostar os docentes à parede, ameaçá-los com uma opinião pública desfavorável, mas o feitiço virou-se contra o feiticeiro.
A adesão massiva dos professores de Barcelos à greve estendeu-se por todo o país. Os pais, encarregados de educação e alunos perceberam que a greve às avaliações é em defesa da qualidade do ensino, é um ato de resistência à destruição de uma das grandes construções da democracia e do Estado social, a escola pública. Os professores contaram com a nossa solidariedade. Quem chumbou foi o ministro.
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