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OBVIAMENTE ESTÃO DEMITIDOS!

CRÓNICAS DE BARCELOS (30)

Foram incapazes de realizar a prometida reforma do Estado, mostrando ainda ser incompetentes para apresentar ao País um projecto do Estado que dizem defender.

Os Portugueses perderam definitivamente a paciência face à arrogância, insensibilidade e incompetência demonstrada por este Governo. Nunca será demais lembrar que chegaram ao poder atirando, demagogicamente, todas as culpas para o Governo que os precedeu, prometendo não aumentar impostos e falar verdade aos Portugueses. Anunciaram planos, objectivos e medidas que salvariam o País da bancarrota e prometeram melhorar a vida dos Portugueses.

Porém, todos sabemos que se instalou há séculos neste País a incapacidade das chamadas "elites do poder" em ter ideias e concretizar estas, tudo acabando sempre num centralismo sem sentido, fútil, despesista, caro e inútil.

Sem surpresa, concentraram poderes, destruíram os sonhos dos Portugueses, sem dar nada em troca, a não ser mais desemprego, menos saúde, menos educação, menos segurança, menos justiça, menos solidariedade social, menos sensibilidade social, menos de tudo, com a justificação de que era preciso diminuir a despesa pública, que, contudo, não para de aumentar.

Foram incapazes de realizar a prometida reforma do Estado, mostrando ainda ser incompetentes para apresentar ao País um projecto do Estado que dizem defender.

Caíram na tentação, própria dos incompetentes e ignorantes, pois que já se tinha mostrado impossível noutros países, de resolver a crise pela via da receita, aumentando impostos até níveis insustentáveis, com aumento brutal da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho, das pensões e dos rendimentos das pequenas e médias empresas, comerciantes e profissionais em nome individual, transformando ainda todos os Portugueses em bufos fiscais dos seus vizinhos.

Estrangulada toda a economia fizeram ainda aumentar, até níveis inimagináveis, o número de desempregados, cortando, de forma selvagem e sem qualquer critério, subsídios sociais de apoio ao desemprego, à formação profissional e aos mais carenciados, lançando o País num caos social, que indicia o início próximo da luta pela sobrevivência.

Cerca de três milhões de Portugueses vivem abaixo do limiar da pobreza e outros três milhões estão a um passo se engrossar esse número ou já lá estão e ainda não sabem, sendo todos confrontados com a dura realidade dum Estado insensível e perigoso.

Dos restantes poucos ainda estão, temporariamente, incólumes à crise, mantendo ainda benesses ou mordomias do Estado, que não são compreensíveis quando se pede sacrifícios a todos os Portugueses.

Este Governo continua a dizer que os números do desemprego, da dívida, da descida do PIB, da quebra do investimento, da pobreza estão em linha com as suas previsões, mas sem apontar uma ideia para sairmos deste ciclo infernal. Porém, como não acertou uma única previsão deixou de merecer qualquer credibilidade.

Mas de tudo isto resulta uma grande preocupação, pois que se este Governo previu mesmo o que está acontecer, então, além de mentirem, são perigosos social e politicamente, estando a democracia em risco.

Aliás, seria importante saber o que pensa o Governo fazer se um milhão de desempregados vier para a rua protestar, "confiscando" os bens disponíveis para sobreviver! E que pensará fazer se os cidadãos, cansados e sem dinheiro, decidirem fazer uma "greve geral e continuada ao cumprimento das suas obrigações fiscais", com quebra total de receitas? E ainda que pensa fazer se os cofres do Estado ficarem sem dinheiro para pagamento de vencimentos da função pública, pensões de reforma, subsídios sociais, despesas de saúde, justiça, segurança nacional e defesa, pondo definitivamente em causa a nossa soberania e a democracia?

Será que alguém no Governo ainda sabe pensar ou será que todos estão infectados por uma doença terminal, com manifestações de cegueira e incompetência estúpida e destruidora, no seguimento daqueles que no passado pensavam que da pobreza e do analfabetismo, associados à perseguição política, resulta a uma sociedade mansa e controlada, ao sabor das sopas do governo?

Porém, as sopas, por muitas que sejam as cantinas sociais, já não farão efeito em "burros cansados" e esgotados! Será que o Governo, tal como um outro político japonês, pensa matar à fome dois ou três milhões de Portugueses para diminuir a despesa?

A democracia nunca esteve tão em risco e obviamente este Governo está demitido mesmo sem o ter sido ainda. O drama ainda é maior porque o Presidente da República também se demitiu de defender a Constituição.

Não querem ver o evidente: estão mortos mas ainda julgam que vivem!

Opinião

Barcelos Popular
21 de Mar de 2013 0

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