
É urgente Abril
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Quem tem medo de eleições livres e democráticas? Só delas pode ter medo quem engana o Povo e não confia na sua escolha. Haja vergonha!
Já todos sabíamos que uma parte da população tinha cedido à campanha de alguns, que pretendem reconduzir ao mesmo saco todos os partidos e ideologias. Como se fosse possível o consenso ( consentimento, anuência, acordo ) entre partidos ou pessoas ideologicamente diferentes, no sentido de que alguns aceitassem o que não podem, nem devem aceitar, mas que alguns exigem que seja aceite sem condições ou discussão.
Já todos tínhamos ganho consciência de que muitos convivem mal com a democracia (do grego "demokratia" – governo em que a soberania é exercida pelo povo).
Já muitos esqueceram o que conduziu à revolução do 25 de Abril e o que esta representa e muitos, que nasceram depois de Abril de 1974, não têm sequer a experiência do que é viver sem liberdade.
E há sempre quem pense que essa coisa da liberdade, igualdade e do poder exercido pelo povo é coisa do passado ou que dá muitos "aborrecimentos" e, pior ainda, que custa muito dinheiro manter as instituições e valores democráticos.
Porém, ninguém podia prever que, passados 39 anos, um Presidente da República eleito pelo Povo e que jurou defender a Constituição tivesse um momento tão infeliz, mas sobretudo inaceitável, que corou de vergonha quem nele votou. Ninguém podia imaginar que alguma vez viesse a afirmar que as eleições não resolvem nada e que só iam acrescentar mais incerteza e risco à crise que vivemos, afirmando de forma clara o seu apoio às medidas do Governo, que jurou defender até ao fim.
Mas, qual "cereja em cima do bolo" ainda veio dizer que era preciso o consenso entre todos os Portugueses e partidos políticos para melhor conclusão da sua teoria política, absolutamente antidemocrática, com a desculpa de estar a defender esse mesmo pobre povo.
Passando ao lado da já costumeira apreciação negativa de uma certa e pretensa "elite intelectual", de uma "aristocracia política medíocre e perigosamente ignorante", que teima em governar-nos mesmo contra a nossa vontade e consenso geral, o Presidente da República só pode estar a gozar connosco.
Aliás, essas declarações, efectuadas por quem tinha exactamente a obrigação de ser o principal defensor da Constituição e das Instituições Democráticas, é que explicam que outros tenham a coragem de andar a espalhar pelo País mensagens com o teor "democracia de Abril não presta".
Parece que só ele é que não vê que há um consenso entre os Portugueses, mas no sentido de que as políticas deste Governo não prestam e que só o Povo pode decidir sobre o seu futuro, em eleições, e não alguém, mesmo que esse alguém seja o Presidente da República.
Quem tem medo de eleições livres e democráticas? Só delas pode ter medo quem engana o Povo e não confia na sua escolha. Haja vergonha!
Depois não digam que não foram avisados pela maioria dos Portugueses!
Barcelos, 30 de Abril de 2013.
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