
A cidade sem maestro
Raramente Barcelos viveu, numa única noite, uma ag...
Será que as qualidades para se ser um bom presidente da Câmara dependem de se ser barcelense? A história recente demonstra o contrário...
Há algum tempo que se assiste a um sistemático e orquestrado ataque ao candidato do MIB – Movimento Independente Por Barcelos por parte dos adversários que disputarão as próximas eleições autárquicas. De entre os argumentos apresentados, um tem sido insistentemente repetido: o homem não é de cá. Pois não. E daí?... Será que as qualidades para se ser um bom presidente da Câmara dependem de se ser barcelense? A história recente demonstra o contrário... No entanto, e à míngua de melhor, é disso que se tem feito a contestação à candidatura independente que se propõe governar Barcelos nos próximos quatro anos, propondo para o efeito um modelo novo, revolucionário, que faça tábua rasa de tudo o que até agora tem sido a lógica governativa municipal, e talvez por isso tão assustadora para os partidos políticos que tradicionalmente ocupam, rotativamente, as cadeiras do poder.
Mais recentemente assistimos ao nascimento de um novo argumento, a somar ao da naturalidade de Manuel Marinho: não fosse pecado bastante não ter nascido em Barcelos, ainda se gaba o sujeito de ter feito um notável trabalho enquanto vereador do urbanismo da terra que não o viu nascer, quando isso mais não era do que a sua obrigação. E é aqui que este escriba, nascido e criado em Barcelos, por cá a praticar o ofício de arquitecto vai para 25 anos, opositor ao anterior e actual poderes, não podia estar mais de acordo: de facto, enquanto responsável pelo sector das obras particulares da Câmara Municipal de Barcelos, o Eng.º Manuel Marinho não fez mais do que a sua obrigação. Os que o antecederam é que faltaram àquilo de deles se esperava. Por acção de uns, e omissão de outros, dificilmente apagarei da minha memória o lodaçal promíscuo de corrupção e pouca-vergonha em que estava afogada a divisão municipal de obras nesse longínquo de 2001. E se isso acabou, a ele, e só a ele, o devemos.
Reconhecer o trabalho de moralização, coragem em enfrentar enraizados poderes obscuros, competência, honestidade e transparência, é um imperativo de justiça que se impõe cumprir relativamente à passagem do Engº. Manuel Marinho pela Câmara Municipal de Barcelos. Por muito que se queira desvalorizar o seu contributo, há uma obra que é, ou pelo menos foi, um raro exemplo de boas práticas na administração pública.
O resto é conversa.
0

Raramente Barcelos viveu, numa única noite, uma ag...

Nunca se produziu tanta riqueza no mundo. Nunca ho...

Existe um padrão inquietante na gestão municipal d...

Muitas das decisões que irão marcar Barcelos daqui...