
A cidade sem maestro
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"Domingos Pereira não gostou da notícia que publicámos na semana passada a propósito da apresentação da comissão concelhia de apoio à candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República. É um direito que lhe assiste. E é um problema dele.".
Domingos Pereira não gostou da notícia que publicámos na semana passada a propósito da apresentação da comissão concelhia de apoio à candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República.
É um direito que lhe assiste. E é um problema dele.
Pode entender que a nossa intenção foi apenas a de "enxovalhar" o seu nome junto da opinião pública.
É um direito que lhe assiste. E é um problema dele.
Também pode – como afirmou – pertencer à Comissão de Honra nacional da candidatura de Alegre.
É um direito que lhe assiste. E é um problema dele.
A verdade, porém, é que em Maio passado disse publicamente que "não morria de amores" pelo candidato. E segundo apurámos também afirmou esse "desamor" por Alegre num reunião da Comissão Política local do partido.
Tudo isto são direitos e problemas dele.
Não gostou da notícia? Paciência. Melhores dias virão.
O que não pode, nem lhe admitimos, é que só porque não gosta do que escrevemos se atreva a insultar por telefone (que coragem dr. Domingos!) o jornalista que assinou e escreveu a peça.
O dr. Domingos, pelos vistos, ter-se-á convencido que todas as pessoas se regem pelos seus princípios e pela sua forma de estar na política. Estará, por isso, habituado a tratar quotidianamente "com moços de recados" nas estruturas de que faz parte. Mas também já deveria estar avisado – porque não é estúpido e já por cá andou – que aqui a casa não gasta disso. Nem se presta a fretes. Para esses trabalhos o dr. Domingos sabe com quem pode contar.
E já que estamos em maré de má educação, dr. Domingos, permita que lhe devolvamos os insultos: o senhor é um "rapaz muito novo" nestas coisas da política e ainda vai ter que "andar muito para chegar" aos nossos calcanhares.
Os nossos caminhos não convergem, ao contrário do que talvez o senhor pensasse, porque sempre fomos críticos em relação à inépcia, à política obscura do passado ou à prepotência dos seus antecessores no poder. Só que o senhor, dr. Domingos, não nos tem dado razões para pensar que, na essência, é muito diferente deles. Pelo contrário, o senhor, politicamente falando, é uma grande desilusão.
Ainda não chegamos ao ponto de lhe dizer que o seu exercício do poder é "execrável" e esperamos, para bem dos munícipes, que esse tempo nunca chegue. Mas tenha cautela com aquilo que diz porque não lhe fica bem dizer umas coisas em público e outras diametralmente opostas em privado.
A seriedade que tanto apregoa não lhe dá o direito de pegar num telefone para debitar a sua verborreia e os seus insultos a um jornalista que faz o seu trabalho com independência e liberdade.
Antes de terminar, damos-lhe um conselho: veja bem a ficha técnica do Barcelos Popular e guarde na sua memória o número das carteiras profissionais dos nossos jornalistas.
Quanto às ameaças judiciais pode ficar descansado. Não nos tiram o sono. E até pode ser que agora, depois de ler este texto, o senhor encontre motivação para avançar. Força. Não se acanhe. Avance com o tal processo judicial e de caminho aproveite para se queixar aos órgãos superiores do seu partido.
É um direito que lhe assiste.
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