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O Silêncio dos Inocentes

O executivo, em especial o seu presidente, tem que tomar uma decisão definitiva. Sob pena de continuar a ver aparecer nas páginas dos jornais documentação que deveria ser confidencial.

A recente demissão, ou pedido de demissão forçada, de dois quadros superiores do funcionalismo municipal, veio colocar na ordem do dia uma questão que, entre a entourage socialista, tem vindo a ser discutida desde a tomada de posse na Câmara: a de manter ou não a confiança política nos cargos de nomeação herdados de Fernando Reis.
A resposta para este problema não é fácil. Haverá, com certeza, quem mereça esse crédito, mas já se viu que o "laissez faire, laissez aller, laissez passer" (perdoem-nos os galicismos) é de uma inocência perigosa. E em última instância, até poderá ter consequências nefastas para os cidadãos do concelho se se vierem a verificar bloqueios das decisões mais importantes do executivo.
Do silêncio da Câmara sobre o assunto poder-se-á fazer mais do que uma leitura, mas não restam dúvidas de que só os mais inocentes ignoram que o diz que disse e o clima de intriga instalados nos corredores dos Paços do Concelho também têm origem nesta apatia de quem exerce o poder.
Não defendemos, ao contrário de outros que sempre beneficiaram da complacência dos seus superiores hierárquicos para se libertarem do trabalho nos dias das suas actividades lúdicas, que se deveria fazer uma espécie de barrela entre o funcionalismo municipal. Pelo contrário, as pessoas têm direito ao seu trabalho, devem-no executar sem prejuízos seja qual for a cor do poder instituído, mas no local próprio e com atribuições claras e objectivas.
O executivo, em especial o seu presidente, tem por isso que tomar uma decisão definitiva. Sob pena de continuar a ver aparecer nas páginas dos jornais documentação que deveria ser confidencial.
A inacção é que não pode continuar. Até porque só assim é capaz de retirar argumentos aos que já sustentam (com propriedade!?) que as fugas de informação vêm donde menos se espera: dos que estão dentro do círculo restrito do poder.

Opinião

Barcelos Popular
13 de Mai de 2010 0

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