
É urgente Abril
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No entanto, e mesmo depois de reconhecidas todas as maleitas de que enferma o desgraçado Gil Vicente, uma há pior do que todas as outras: continuar, inexplicavelmente, fechado.
Que a obra de recuperação do Teatro Gil Vicente foi das maiores patifarias praticadas em Barcelos, a poucos restarão dúvidas: um concurso de projectos viciado, um edifício emblemático para tantos barcelenses irremediavelmente destruído por um projecto assassino, grosseira violação das regras de construção municipais estabelecidas em PDM, lotação reduzida a cerca de metade da original, enfim, um sem-número de malfeitorias que, desde o início deste tortuoso processo, corria o ano de 1998, aqui tenho vindo a denunciar, ante a indiferença dos diversos responsáveis. E se aos governantes de então a defesa do indefensável era a única saída, da oposição, hoje poder, esperava-se um combate sem tréguas em defesa da nossa única sala de espectáculos. Mas nada fizeram que se visse, vá-se lá saber porquê. Esse pecado de omissão não bate certo com a indignação que, depois de eleitos, não se cansaram de propalar. Lágrimas de crocodilo, diria o povo na sua imensa sabedoria…
No entanto, e mesmo depois de reconhecidas todas as maleitas de que enferma o desgraçado Gil Vicente, uma há pior do que todas as outras: continuar, inexplicavelmente, fechado. Ninguém consegue perceber o motivo pelo qual, milhões de euros depois, e com a obra concluída há tanto tempo, continua negado o acesso dos barcelenses ao seu teatro, ainda para mais num concelho onde abundam companhias dramáticas amadoras, por si só capazes de garantir programação teatral em quantidade e qualidade, e a preços comportáveis.
Mas eis que, com o aproximar das eleições autárquicas de 2013, passa a fazer parte do discurso propagandístico municipal a abertura, - para breve, segundo palavras dos próprios – do teatro, o que, caso se confirme, só prova que a abertura não aconteceu antes porque ninguém assim quis. Uma vez mais procurar-se-á empurrar para as eleições tudo quanto é inauguração, nem que seja de obras feitas por outros, e mantidas no congelador até ao momento de serem servidas em vésperas eleitorais, fazendo de parvo um povo que já demonstrou não o ser, quando, farto dessas e de outras, pôs fim a mais de trinta anos de desmandos PSD.
Seja lá como for, e lembrando o espirituoso anónimo que há anos escreveu num muro do Alqueva, cuja obra da barragem nunca mais arrancava, Construam-me, porra !, apetece por o nosso Gil Vicente a dizer: ABRAM-ME, PORRA!
27 de Novembro de 2012
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