
É urgente Abril
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Perdida a legitimidade democrática, por desaparecimento da identificação dos votos alcançados pelo PSD e CDS nas últimas legislativas com o apoio popular de quem neles votou, passou este governo a adoptar a estratégia ilusória do contrário.
Já ninguém perde tempo com uma verdade inatacável, ou seja que o PSD e o CDS ganharam as últimas eleições legislativas com uma colossal mentira, uma solene promessa de não aumentarem os impostos e de "emagrecerem as gorduras do Estado".
Depois de outra não menor mentira de que teriam herdado um "colossal buraco orçamental", lá foram confessando que afinal o buraco colossal vinha da gestão do PSD na Madeira e de benefícios inexplicáveis.
Decorrido um ano e meio continuamos à espera da diminuição da despesa pública, não de qualquer uma, mas sim daquela que nada tem a ver com as tarefas fundamentais do Estado, definidas na Constituição.
Ora, estamos perante duas realidades. A primeira é a que resulta da incapacidade dos nossos governantes, neste ano e meio, de identificarem, sem demagogias ou mentiras, um plano de acção e a estrutura e tarefas do Estado que digam defender. A segunda é a de que a Constituição não é reformável ou passível de revisão sem os votos do PS, pelo menos, sendo expectável que os partidos busquem consensos nesta matéria.
Assim, quando ouvimos analistas ou responsáveis políticos dizer que é preciso "refundar" o Estado ou definir que Estado Social queremos, tal só pode significar que têm um plano ideológico contrário ao previsto na nossa Constituição, sem terem a coragem de o dizer e discutir de forma aberta de que forma o querem financiar, bem como o que querem transferir para os privados, mas mantendo subvenções estatais.
Não se apela ao diálogo sobre coisa nenhuma, muito menos sem esclarecer ideologicamente que valores dizem defender. A alternativa já existe, de forma segura e democraticamente escolhida pelo Povo e na nossa Constituição. Não se muda o que está bem, a não ser que esclareçam previamente o que pensam estar mal e de que forma querem mudar o que a maioria entende que está bem.
Deste ano e meio de governo há o registo de uma obsessão contra os salários, trabalhadores, doentes, reformados, desempregados, dependentes sociais, classe média, pequenos e médios comerciantes, industriais e empreendedores, que foram espoliados sistematicamente, numa execução cirúrgica de um plano ideológico e político que muitos se cansam em camuflar. Porém, para além de ser necessário encontrar a origem e as causas no tempo em que Cavaco Silva foi primeiro ministro, também já não restam dúvidas aos Portugueses de que este é um governo de direita e que a maioria não quer.
Perdida a legitimidade democrática, por desaparecimento da identificação dos votos alcançados pelo PSD e CDS nas últimas legislativas com o apoio popular de quem neles votou, passou este governo a adoptar a estratégia ilusória do contrário.
Assim, anunciam-se aumentos enormes da carga fiscal, mais uma vez contra os mesmos, no Orçamento de Estado para 2013, para, a seguir e face ás críticas, anunciarem que afinal há um ganho porque vai ser reduzido parte desse aumento anunciado.
Ou seja, pagarão os Portugueses mais, mas com a ilusão de que tudo poderia ser pior. Anuncia-se a morte dos portugueses para depois esclarecer que afinal só lhes será cortada a cabeça.
A par vamos tendo os discursos patrioteiros e de defesa da pátria. Só faltará citar a velha frase de Salazar " Se soubesses o que custa mandar gostarias de obedecer toda a vida"!
É caso para repetir, mais do que nunca, que a democracia não é um regime perfeito mas é o melhor sistema que se conhece. Porém, nada se conseguirá se a maioria se alhear do seu destino. A melhor escolha, por mais que nos queiram fazer acreditar no contrário, depende só de todos nós.
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