
É urgente Abril
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O pretenso consenso à volta da inevitabilidade da austeridade e do empobrecimento está a ruir. Já nem dentro dos partidos da própria coligação no poder ele existe, muito menos na opinião pública, se alguma vez existiu.
As alternativas reais surgem quando se tornam absolutamente necessárias. Depois do discurso de que "não há alternativas", usado ad nauseam pelo governo e pelos apoiantes do memorando de entendimento com a Troika, começa a ficar evidente perante o cidadão comum de que afinal a alternativa existe e constrói-se.
Passos Coelho veio à televisão, no passado dia 7 de setembro, dizer que não havia alternativa aquela proposta manhosa da TSU. Sem a aplicação dessa medida verdadeiramente terrorista, Portugal cairia no caos. Porém, as manifestações que percorreram dezenas de cidades, oito dias depois, e mobilizaram um milhão de portugueses, fê-lo mudar de ideias e recuar atabalhoadamente no meio do maior descrédito.
É certo que nada de bom se espera para o próximo Orçamento de Estado em substituição do aumento da TSU para os trabalhadores, mas a arrogância do "não há alternativas" teve de ser engolida pela coligação governamental e a crescente contestação ao governo e à Troika tende a ser proporcional ao crescimento das alternativas.
O pretenso consenso à volta da inevitabilidade da austeridade e do empobrecimento está a ruir. Já nem dentro dos partidos da própria coligação no poder ele existe, muito menos na opinião pública, se alguma vez existiu.
É sintomático que a Comissão Nacional Justiça e Paz, órgão da Igreja católica para as questões sociais e políticas, tenha divulgado recentemente um documento onde acusa o governo de ter faltado à verdade aos portugueses porque "a governação exercida durante estes últimos meses não correspondeu ao que o Primeiro-ministro afirmou ser um imperativo da situação".
No próximo sábado será dado mais um passo para a consolidação de um outro caminho para enfrentar a crise económica e social. É o Congresso Democrático das Alternativas, que reunirá na Aula Magna da Universidade de Lisboa mais de um milhar de cidadãos de diferentes quadrantes da sociedade portuguesa sob o desígnio "Resgatar Portugal para um futuro decente".
No Parlamento, os sinais são interessantes e configuram uma prática nunca antes vista. Pela primeira vez, BE e PCP acabam de convergir na apresentação simultânea de uma moção de censura, a iniciativa parlamentar mais contundente que pode ser desencadeada contra um governo e que só é passível de ser utilizada uma vez por sessão legislativa. Quando se apresenta uma moção de censura, assume-se inteira disponibilidade e empenho para fazer parte de uma alternativa.
É fundamental continuar a conversar entre todos os que consideram necessário mudar de rumo, romper com o caminho da destruição da economia a que nos está a levar a Troika e ampliar as condições de construção de uma alternativa. Ela existe e já germina de forma imparável nas ruas.
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