
É urgente Abril
É cada vez mais urgente falar e comemorar o 25 de ...
Veja-se o bom exemplo de Lisboa, onde Câmara e Assembleia Municipal submeteram à apreciação dos munícipes o novo mapa de freguesias.
Por estes dias, muito se tem debatido em torno da questão do diferendo entre a Águas de Barcelos e a Câmara Municipal. O Bloco de Esquerda propôs um referendo, ideia que me parece desajustada, na medida em que o povo já há muito expressou a sua opinião sobre a questão da água, ao derrotar Fernando Reis nas últimas Autárquicas, e agora só quer que o Partido Socialista cumpra o que prometeu.
Questão diferente é a da fusão de freguesias. Nesta matéria, sim, os barcelenses têm de ser ouvidos.
Um tema tão melindroso deveria ser motivo de debate profundo, mesmo porque tal matéria, naturalmente, não constava do programa eleitoral socialista sufragado pelos barcelenses, carecendo assim o actual executivo camarário, na minha óptica, de legitimidade política para impor, por acção ou omissão, um novo mapa do concelho.
Uma questão tão sensível como a reforma administrativa do território não pode ser imposta pelo poder central. É imperativo que seja aberto debate público, de modo que as populações possam dar o seu contributo e fazer valer os seus interesses.
Veja-se o bom exemplo de Lisboa, onde Câmara e Assembleia Municipal submeteram à apreciação dos munícipes o novo mapa de freguesias. Nesse processo, foram registadas milhares de participações, em papel e através dos sites da Câmara Municipal, culminando este democrático processo numa solução pacífica.
No caso de Barcelos, será muito confortável para o executivo socialista que governa a Câmara imputar o odioso desta reorganização ao Governo PSD-CDS/PP. Porém, essa opção não encontra correspondência na defesa dos interesses dos barcelenses. Do executivo camarário espera-se, a bem de Barcelos, mais acção e menos jogos políticos.
A reorganização administrativa do território é actualmente uma inevitabilidade decorrente do memorando assinado com a Troika. Chegados a este ponto, a melhor opção será tentar transformar esta possível ameaça em oportunidade. Já que a fusão ou associação de freguesias tem de ser feita, pois então que seja traçada pelo povo e atenda aos seus legítimos interesses e não que seja feita a régua e esquadro por um qualquer tecnocrata ao serviço dos interesses da Troika.
0

É cada vez mais urgente falar e comemorar o 25 de ...

Na antevéspera das comemorações dos 52 anos da rev...

Na véspera do dia 25 de Abril, data em que assinal...

O Barcelos Popular noticiou recentemente a existên...