
É urgente Abril
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Exige-se, de uma vez por todas, mais focagem no essencial e menos no acessório. O importante é cumprir o prometido na campanha eleitoral. É isso que os barcelenses querem e merecem deste executivo.
A Câmara Municipal de Barcelos debate-se com um grave problema de comunicação. A situação arrasta-se desde o início do mandato e tem vindo a agudizar-se.
O problema verifica-se quer ao nível da comunicação interna quer externa.
A nível interno, é evidente a dificuldade de comunicação entre diversos elementos dos gabinetes municipais. E os resultados das desinteligências entre os diversos actores do palco montado nos Paços do Concelho têm sido notícia e alvo de especulação, só permitida pela nebulosidade instituída.
Desde 2009, a Câmara Municipal de Barcelos já contratou serviços de comunicação no montante de 200.000 euros. O caricato é que até no departamento de comunicação da autarquia haverá dificuldades de comunicação, o que terá culminado numa remodelação sui generis que fez com que, actualmente, a autarquia tenha duas empresas de comunicação contratadas para serviços idênticos. Custos duplicados, portanto, quando se apregoa "grande rigor na selectividade da despesa". E sem efeitos positivos. A impressão que passa – não rebatida eficazmente pela comunicação externa da autarquia – é a de uma preocupação excessiva com questiúnculas, intrigas e conspirações, alimentadas por argumentistas de baixo nível.
Exige-se, de uma vez por todas, mais focagem no essencial e menos no acessório. O importante é cumprir o prometido na campanha eleitoral. É isso que os barcelenses querem e merecem deste executivo.
Jogos de bastidores, nada interessam aos munícipes. Os barcelenses querem o Teatro Gil Vicente aberto, querem usufruir da frente ribeirinha, querem custos decentes para despejo das fossas domésticas, querem preços da água e dos ramais mais baratos, querem um novo Hospital, querem o Orçamento participativo; querem, realmente, que o Partido Socialista cumpra as suas promessas, ou, no mínimo, lhes comunique, com clareza, as justificações para não as cumprir.
Ninguém quer o passado de volta; exige-se mais acção e menos tricas. Exige-se mais e, sobretudo, melhor comunicação.
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