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SER... MILITANTE?

OPINIÃO

"Apesar dos adversários do PS se encontrarem nos outros partidos, há quem teime em fazer crer o contrário, mas esta postura será sempre um erro característico de lideranças fracas".

Recentemente, um jornal local com informação privilegiada "informava" que cerca de 650 cidadãos tinham subscrito fichas de inscrição no PS local e que alguém da actual Direcção Partidária concelhia ( DP) pretendia fazer crer, contra todas as evidências, que eram ligados a uma "perigosa oposição interna" que não se atreveram a identificar.

Também outras pessoas responsáveis denominaram de "perigosos" alguns desses militantes inscritos, sem os identificar, chegando ao desplante de dizer que lhes teriam sido oferecidos telemóveis e computadores em troca da inscrição.

Maior manifestação de liberdade e de fé partidária não será possível!

Claro que, afastada a semelhança com o passado e com métodos em que muitos já se mostraram especialistas, não identificaram quem eventualmente liderava essa massa crítica de novos militantes e com que objectivos, mas, ficou claro, até por referência de outro jornal local, que a história estava mal contada desde o início. Sempre pensámos e escrevemos que a abertura dos partidos políticos à sociedade civil e aos cidadãos seria o melhor caminho para o exercício da cidadania no actual quadro democrático.

Todos os responsáveis sempre caracterizaram o PS como sendo um partido de pessoas livres, em que a diversidade de opinião nunca foi impedimento para a concretização de projectos, se alcançada através de uma franca discussão interna e de lideranças legitimadas por votos livremente expressos.

É claro que quero acreditar que nenhum daqueles novos militantes ou das demais centenas que entretanto de têm inscrito nos últimos anos se identificou com tamanha afronta à liberdade de cada um.

Também não queremos acreditar que a DP tenha receio, veja com maus olhos a inscrição livre de novos militantes ou que tenha medo de uma qualquer oposição interna, mesmo que, para já, anónima.

Aliás, a exigência que resultará de um cada vez maior número de militantes é garantia de qualidade e transparência na acção e na discussão das principais decisões ou orientações políticas, que devem ser legitimadas nos orgãos próprios. Não queremos acreditar que a DP defenda, como alguns dizem, a omissão da discussão interna, com eliminação dos críticos, bem como a substituição daquela por uma redução da vida partidária à gestão camarária.

E a vida partidária não se pode limitar a uma mera contagem de votos, mais ou menos esclarecida, em eleições de dois em dois anos.

Será bom lembrar que o PSD deve também a sua derrota nas eleições autárquicas de 2009 à quase total dependência e confusão do partido com as consequências da gestão camarária, em que se enredou ao longo de anos e que se revelou perdedora.

Mas qualquer um sabe que o PSD não vai continuar alegremente a dar tiros no pé!

Só através de acções positivas e adequadas se combaterá o descrédito que uma parte da sociedade lança sobre os partidos políticos.

Apesar dos adversários do PS se encontrarem nos outros partidos, há quem teime em fazer crer o contrário, mas esta postura será sempre um erro característico de lideranças fracas. A história ensina que acaba sempre mal quem desenvolve teorias e práticas de eliminação e pensa que, com tais atitudes, se eterniza no poder.

Pois há sempre alguém que assume as suas ideias e a diferença, sendo óbvio que todos os jogos de poder têm sempre um fim, anunciado ou não.

Assim, o futuro do PS, local ou nacional, dependerá sempre da participação e dos contributos dos seus militantes, em liberdade, mas responsavelmente e orientados pelos seus princípios e ideais democráticos, em que o respeito pelas pessoas e pela diferença é condição para vencer todos os desafios.

Opinião

Barcelos Popular
17 de Nov de 2011 0

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