
A cidade sem maestro
Raramente Barcelos viveu, numa única noite, uma ag...
Derrotado o “Ancien Régime”, é chegado o momento de dar a conhecer aos barcelenses o que podem esperar nos próximos anos para a sua terra.
Vai para dois anos, aconteceu em Barcelos uma iniciativa promovida pela Assembleia Municipal destinada à discussão do concelho em todas as suas vertentes, a que se chamou “Fórum Concelhio”. A ideia, tanto quanto sei vinda do Bloco de Esquerda, era discutir, em sessões dedicadas a cada um dos temas em debate, e eram muitos, o futuro do território concelhio nas suas vertentes urbanística, económica, social, etc.. Sucede que o modelo escolhido, sessões simultâneas em que a assistência (pouquíssima, por sinal) andava a saltitar de sala em sala, pescando o que pudesse em cada uma delas, condenou à partida um dos raros momentos em que a discussão pública foi promovida na nossa terra. Lamentavelmente, esse momento que se pretendia fundador, foi campo estéril à prossecução desse exercício de participação de todos na busca de melhores caminhos para a condução do nosso maltratado concelho.
Passados que estão seis meses sobre a tomada de posse do novo elenco municipal, e sem que dele tenha saído ainda qualquer luz que indicasse qual o rumo que pretende para Barcelos, seria da maior utilidade que, através de uma iniciativa do género, agora promovida pela Câmara Municipal, se desse a conhecer aos munícipes o pensamento dos novos dirigentes sobre o território concelhio.
Derrotado o “Ancien Régime”, é chegado o momento de dar a conhecer aos barcelenses o que podem esperar nos próximos anos para a sua terra.
Caso contrário, e em homenagem a Visconti, apetece dizer que foi preciso mudar tudo para que tudo ficasse na mesma.
0

Raramente Barcelos viveu, numa única noite, uma ag...

Nunca se produziu tanta riqueza no mundo. Nunca ho...

Existe um padrão inquietante na gestão municipal d...

Muitas das decisões que irão marcar Barcelos daqui...