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As lagartixas, os jacarés e o 2012

OPINIÃO

Com facilidade tropeçamos no nosso dia a dia com muitas lagartixas que do alto da sua arrogância se vão julgando jacarés.

Um conhecido comentador político tem uma crónica semanal numa revista sob o título "As lagartixas e os jacarés". Sempre achei que era um título soberbo a aplicar a muitas situações, quer da política, quer do quotidiano.

Com facilidade tropeçamos no nosso dia a dia com muitas lagartixas que do alto da sua arrogância se vão julgando jacarés. Normalmente este comportamento deriva da ocupação de cargos temporários que lhes criam sensações de euforia, poder e vendo-se no espelho julgam –se já semideuses.

O que é verdade, é que muito não é feito em termos de obras para o futuro e de projectos estruturados essenciais para o desenvolvimento, porque sempre abundaram decisões em lugares–chave que não passam de meras largatixas; ocupadas a estar ao sol e a beneficiar de um conjunto de benesses pagas pelo conjunto dos cidadãos.

Com a crise descomunal que se abate sobre o país, com os graves problemas económicos, empresariais e sociais que se avizinham precisamos de jacarés; animais fortes e de grande porte que consigam implementar as obras e projectos necessários ao desenvolvimento, sem estremecer, sem dúvidas e com firmeza.

O 2012 será um ano de teste à qualidade dos dirigentes que temos, em diferentes níveis de decisão e de tipologia de instituições. Será um ano decisivo na nossa vida comum e que mostrará o que queremos para o futuro.

Ao contrário de muitos arautos da desgraça, acredito que o ano de 2012 será mau, mas não a desgraça total que se quer dar a entender. E acredito que assim será porque acredito nos Portugueses e na capacidade de trabalho e superação; acredito que esta crise vai eliminar muitas das lagartixas que estão em circulação.

Precisamos de um reencontro com os nossos valores, com os princípios do que é Português, seja no consumo seja na construção da sociedade; precisamos de voltar a pensar nas riquezas nacionais e consequentemente nas locais; precisamos de gente capaz nos lugares–chaves que decidam o nosso futuro conjunto com seriedade e inteligência.

O ano de 2012 será bom para tudo isto porque todos seremos mais exigentes e menos compreensivos com a passividade de quem manda, com o desperdício, com a arrogância ou com as acções sujas que degradam a imagem da política.

Votos para que o Ano de 2012 nos permita o salto positivo em frente.

Opinião

Barcelos Popular
29 de Dez de 2011 0

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