
É urgente Abril
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"Entretanto o Presidente da Câmara e demais Vereação lá vão fazendo o seu trabalho, sobretudo tentando dar ordem a uma gestão anterior que se revelou negativa".
Estão passados dois anos desde as últimas eleições autárquicas em que o PS assumiu, pela primeira vez, a total responsabilidade da gestão da Câmara de Barcelos.
Entretanto o Presidente da Câmara e demais Vereação foram conhecendo o que de bom e de mau existe, sempre, nestas circunstâncias, em qualquer Município, sendo natural alguma confrontação verbal quando há mudanças.
Decorridos dois anos era expectável que a oposição se tivesse organizado e apresentasse já um fio condutor para a sua actuação.
Se quanto aos demais partidos, como é o caso do PND, PCP, BE e CDS, não se estaria à espera de muito mais, para além das suas intervenções na Assembleia Municipal, já quanto ao PSD era exigível uma clarificação da sua estratégia e, sobretudo, das suas ideias e de quem quer para liderar a sua bancada e para possível candidatura às próximas autárquicas.
Estranhamente o PSD encerrou o jornal, que era o seu único e persistente meio de informação e propaganda, e vai repetindo lugares comuns nas suas intervenções na Assembleia Municipal, sendo já fastidioso constatar a falta de criatividade da sua bancada e a falta de intervenção pública, o que terá levado parte do seu eleitorado a optar por um Movimento Cívico entretanto constituído.
Entretanto o Presidente da Câmara e demais Vereação lá vão fazendo o seu trabalho, sobretudo tentando dar ordem a uma gestão anterior que se revelou negativa, pois, mesmo com algumas críticas pontuais, não se encontram alternativas na oposição, muito menos propostas exequíveis.
Aliás, a persistente afirmação e defesa por parte do PSD dos contratos da concessão da água e saneamento e da parceria público privada, apesar de estar mais do que demonstrado que tais negócios não foram devidamente ponderados e trouxeram encargos inaceitáveis e incomportáveis para o Município, só pode ser o resultado da deriva ideológica e de liderança do PSD actual.
O exercício da cidadania é uma exigência que hoje todos reclamam, mais ainda quando todos estão de acordo em que a crise dita global é resultado de políticas ultra-liberais e da especulação financeira internacional, só possível pelo quase total alheamento dos cidadãos quanto à sua participação política.
Só essa participação cívica trará o envolvimento das populações na discussão das questões que as afectam, devendo essa discussão fazer-se também dentro dos partidos políticos, pois só assim poderão aparecer propostas construtivas e ponderadas.
Por isso o PS e a Câmara Municipal não poderão deixar de promover a realização de eventos e de encontros que permitam essa grande discussão e o envolvimento de todos os sectores da sociedade barcelense.
Contudo, quanto melhor for a oposição melhor será o governo. Mas a última palavra caberá aos cidadãos.
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