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Ideias, coisas e pessoas

Crónicas de Barcelos (11)

Cada vez mais, no dia a dia, vemos as televisões e os meios de comunicação que vendem sonhos, ilusões ou maledicência, unicamente preocupados com as tricas pessoais

Portugal, a Europa e o Mundo estão num momento difícil, talvez o mais complexo e perigoso depois da Segunda Grande Guerra e da "Guerra Fria".

As convulsões políticas a nível local, regional, nacional ou mundial e o desencanto manifestado pelos cidadãos em geral relativamente aos actores políticos, a maior parte das vezes influenciados por comentadores e analistas que nada têm de independentes, muito menos de inocentes, atingiram o limite do tolerável.

Cada vez mais, no dia a dia, vemos as televisões e os meios de comunicação que vendem sonhos, ilusões ou maledicência, unicamente preocupados com as tricas pessoais, com as trocas de cadeiras do poder, com o culto de personagens que nada fazem, nem têm ideias sobre o que quer que seja.

Mas, pior, vendem ao comum dos mortais a ideia de que o dinheiro, que dá poder e domina o poder económico e político, é algo ao alcance de qualquer um.

Essa ilusão é vendida acompanhada de outra ideia, mais insensata e mortal, de que hoje não há ideologias, mas somente formas e caminhos diferentes para as pessoas chegarem ao tal poder e às coisas.

É claro que estes comportamentos ou demonstram a ignorância da história e dos valores da humanidade ou são a manifestação de uma estratégia que visa entorpecer as pessoas, na luta pelas coisas e pelo dinheiro, sem outras ideias ou princípios condutores.

Apesar de grandes pensadores, filósofos e políticos, chamarem a atenção para a actual falta de líderes europeus e mundiais capazes de discutir e de apresentar ideias que relancem as questões ideológicas arredadas, continuamos a ver a humanidade mais preocupada com o domínio das suas coisas e com as tricas de poder, acentuando-se a pobreza, a desigualdade social e a acumulação criminosa de riqueza na mão de alguns.

Face a esta mistura explosiva, perigosa e anunciadora do caos, já não haverá muito tempo para relançar as grandes discussões das ideias, que transmitam às pessoas esperança no futuro, pois que as coisas, tal como o poder, seja ele qual for, não durarão para sempre.

Todos os Homens nascem iguais, mas só as mentes grandes discutem ideias, pois que as médias discutem coisas e as pequenas pessoas.

Aí residirá a diferença.

Opinião

Barcelos Popular
15 de Jul de 2011 0

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