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Chega de tretas

Teatro Gil Vicente

Já se sabe há muito que as obras de requalificação do Teatro Gil Vicente foram um desastre. Não só do ponto de vista financeiro, mas sobretudo na abordagem arquitectónica que ali foi feita e na falta de sensibilidade para salvaguardar a memória colectiva dos barcelenses.
Também ninguém desconhece que a obra viola o Plano Director Municipal. Mas daí a dizer-se que se deveria demolir a monstruosidade estética da excrescência que lhe foi acrescentada ao telhado vai um passo de gigante. Os munícipes – nos quais nos incluímos – não iriam compreender que levianamente se desbaratasse quase um milhão de euros quando há outras prioridades bem mais prementes para resolver no concelho.
Não se percebe, por isso, porque é que a Câmara em vez de andar a tentar remediar o que não tem remédio, não se preocupa, antes, em abrir rapidamente as portas da única sala de teatro que existe no concelho.
Este executivo herdou um problema. É um facto. Mas quase dois anos depois de tomar posse, no que ao Teatro Gil Vicente diz respeito, fez o mesmo que Fernando Reis: nada! E pouco adianta mandar anunciar, pela voz do ex-deputado Manuel Mota, a realização de uma Assembleia Municipal extraordinária porque dessa iniciativa não resultará a abertura do Teatro. O problema é da Câmara e não da Assembleia. E é a Câmara que tem de resolver o que de bom e de mau lhe tocou em herança.
Chega de tretas e de chicana política. O povo tem o direito de exigir que, finalmente, se faça alguma coisa.

Opinião

Barcelos Popular
28 de Jul de 2011 0

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