
É urgente Abril
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Os únicos responsáveis pelo descalabro económico e financeiro a que chegamos são os três partidos que têm governado nos últimos trinta e cinco anos (PS, PSD e CDS), mas pelos discursos que vamos ouvindo pretende-se fazer crer que a culpa é colectiva.
O país vai a votos, no próximo domingo, amargando uma crise que só terá paralelo com os últimos tempos da monarquia e antevendo já sinais claros de que a situação só pode piorar nos anos que se avizinham.
Os únicos responsáveis pelo descalabro económico e financeiro a que chegamos são os três partidos que têm governado nos últimos trinta e cinco anos (PS, PSD e CDS), mas pelos discursos que vamos ouvindo pretende-se fazer crer que a culpa é colectiva. Ou seja: do povo todo que gastou mais do que o que devia.
Vai daí, à pala desta argumentação surrealista, na prática metem-se no mesmo saco os reformados que recebem menos de trezentos euros por mês, os trabalhadores que ganham o salário mínimo nacional, os desempregados de longa duração, os administradores do BPN e do BPP, os políticos que delapidam o erário público na aquisição de submarinos sem préstimo, ou essa inqualificável classe de gestores que permanece imarcescível à frente das empresas públicas, mesmo quando o poder muda de mãos.
Aqui chegados, o tal trio argumenta agora que a solução só se resolve se aceitarmos as condições impostas por outro trio importado à pressa: a famigerada troika.
A vida, contudo, está já a encarregar-se de provar que isso é mais uma falácia para enganar meninos. De facto, se virmos os efeitos que as políticas implementadas pela troika estão a ter na Irlanda e, sobretudo, na Grécia, chegamos à conclusão que o país caminha para um beco sem saída, ou, pior ainda, para o abismo.
Será esta a nossa sina, o nosso fado? Não haverá outros caminhos ou alternativas?
Estamos em crer que sim!
Para isso há que arrepiar caminho. E se "há vida para além do défice", como dizia Jorge Sampaio, também a há para além do trio da desgraça. O povo decidirá, é certo, mas se seguir os conselhos dos dois trios arrisca-se a sair do estado comatoso em que está a entrar para morrer da cura que nos receitam para o futuro.
José Santos Alves
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