
É urgente Abril
É cada vez mais urgente falar e comemorar o 25 de ...
Este tipo de gestão corrói a sociedade e leva ao subdesenvolvimento, tenta criar "ovelhas", em vez de homens livres em pensamento e acção.
Os meus artigos de opinião aqui no Barcelos Popular tiveram nos últimos tempos uma orientação a partir do livro que apresenta os 1001 fundamentos para um empreendedorismo e gestão de sucesso, com polémica, pela firmeza e profundidade de muitas das observações.
Hoje, como corolário e prévio ao período estival de transição faço o último artigo com base neste livro, sabendo também que serão polémicas as observações e que alguns vão ver alvos desenhados para elas, o que não corresponde. O tema é "A GESTÃO POR AMEAÇAS".
É um tema actual, vivo, e que condiciona o país, pois são muitos os que na vida politica, com poder de decisão, a aplicam e utilizam para condicionar terceiros.
Este tipo de gestão corrói a sociedade e leva ao subdesenvolvimento, tenta criar "ovelhas", em vez de homens livres em pensamento e acção.
Aí vão as considerações:
905. Esta ferramenta de gestão por ameaças consiste em manter os subordinados sob tensão com a velha táctica do terror. Alguns executivos de topo pensam que uma empresa só funciona assim. Estão enganados.
907. Recorrer ao insulto desqualifica. Entre muitas outras carências, a Gestão por ameaças manifesta uma imaginação fraca de quem a faz.
911. Os colaboradores mais valiosos são mais frequentemente objecto dos ataques da Gestão por ameaças. Quem a emprega vai-se rodeando de uma corte de "bestas"que não contribui para mais nada a não ser sorrir perante a má educação do chefe.
912. A gestão por ameaças demonstra um desconhecimento notável porque, entre outras coisas, quem a emprega está convencido de que só ele faz as coisas bem. Como os outros não querem cumprir com as obrigações impostas, ele, com muita pena sua, chega a dizer o grosseiro, tem de "pôr os pontos nos i’s", porque de outro modo as coisas não andavam.
913. Se as ameaças se chegarem realmente a cumprir, o normal é que recaíam sobre os melhores, que costumam ser os que têm iniciativa, uma vez que têm algo para dar; os que ficam são "ovelhas" rendidas à ignorância, que nunca darão problemas porque nada terão para sugerir.
914. Os tolos que permanecerem tenderão à idolatria do grande brutamontes ou à troça silenciosa em relação às medidas que adopte.
919. Os que aplicam a Gestão por ameaças não consentem espaços de expressão nem de comunicação. Na realidade, não ouvem o que os outros têm para dizer. Pensam que tudo o que é definitivo já foi dito (por eles)
925. O melhor que se pode recomendar aos responsáveis máximos de uma entidade que cometeu o erro de colocar como autoridade intermédia (ou como conselheiro nomeado!) um especialista em Gestão por ameaças é que o despeçam. Isso terá dois efeitos positivos:
1. A organização voltará a respirar ar puro e, se encontrar o gestor adequado, terá sucesso.
2. Ao especialista em Gestão por ameaças conceder-se-á a oportunidade (não é a causa, mas sim a ocasião), de melhorar a sua formação e de sair da sua lamentável situação. São "hominídeos" que ainda não desenvolveram as capacidades que o evolucionismo psicológico atribui ao homem. Talvez com esse período de reflexão o consigam. Pelo menos, nesse tempo não farão sofrer inutilmente nem a organização nem aqueles que a compõe.
Como vemos, as organizações que têm a gestão por ameaças estão propícias ao fracasso, pois ficam com os mais fracos e incompetentes.
O efeito da crise faz-se ver em todo o Portugal, em todas as regiões e concelhos, em todos os sectores de actividades, por isso ninguém deve ficar indiferente à forma como se faz política e gestão.
Todos os cidadãos devem assumir os seus plenos direitos e deveres. Um dos deveres que distingue as sociedades mais desenvolvidas é o da intervenção cívica, sermos activos em todos os níveis da sociedade.
Boas Férias e ajudem a construir um melhor Portugal.
0

É cada vez mais urgente falar e comemorar o 25 de ...

Na antevéspera das comemorações dos 52 anos da rev...

Na véspera do dia 25 de Abril, data em que assinal...

O Barcelos Popular noticiou recentemente a existên...