
É urgente Abril
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"Foi assim, com estas justificações, que se entregou a gestão do Hospital de S. Marcos".
As empoladas virtudes da iniciativa privada e a sua defesa como panaceia para acabar com as malfeitorias que muita gente vai fazendo na administração da coisa pública têm servido de justificação para se desmantelarem serviços de interesse vital para as populações, para a economia nacional e até para o próprio sentido estratégico que deve presidir à governação do Estado.
O privado é que é bom – diz-se – e então há que fazer jus à afirmativa: privatiza-se tudo! A água, os hospitais, as escolas e até os mais insignificantes dos serviços camarários. E quando isso não é ainda suficiente até se inventam umas empresas municipais ou umas parcerias público-privadas para gerir – à imagem da alegada iniciativa empresarial – o que o mercado não considera rentável do ponto de vista económico. Foi assim, com estas justificações, que se entregou a gestão do Hospital de S. Marcos a um grupo financeiro nacional; foi também, com argumentos semelhantes, que se concessionou a água em Barcelos; e foi ainda, em nome de uma mal explicada ligeireza de processos, que se espalharam pelo país essas imensas fábricas de tachos a que vulgarmente chamamos empresas municipais. Esta mensagem – reconheça-se – tem sido muito bem vendida. De tal forma que, agora, quando alguém se insurge ou questiona sequer a filosofia que preside às privatizações é quase tratado como um herege ou um perigoso fundamentalista. É também desta maneira que, à custa da propaganda emanada de gabinetes de imprensa onde pululam centenas de profissionais da comunicação social que trocaram o jornalismo pelas cómodas cadeiras de amanuenses a soldo de quem paga melhor, se vai inquinando a opinião pública contra quem ousa pensar de modo diferente. E é porque ousamos pensar diferente que não invejamos nem tão-pouco ambicionamos o lugar dos novos arautos recrutados entre as fileiras da imprensa regional para promoverem a propaganda oficial. Para esse peditório já demos. Não precisamos, por isso, de descolar da imagem do "jornalismo" de graxa ou de sarjeta que por aí se vai publicando porque nunca embarcámos no tentador e perigoso apelo do poder político. Sempre recusámos essa promiscuidade e é por essas e por outras que continuamos a fazer ouvidos moucos a qualquer canto de sereias. Venha ele de onde vier.
Ficaremos mais pobres por termos optado por esta forma de estar? Economicamente talvez. Mas como a verdadeira riqueza do homem não reside no chamamento do dinheiro, preferimos continuar tesos. Em todas as dimensões da palavra!
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