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Editorial

36 anos ainda não chegaram

"E no caso do nosso concelho, as sedes de junta, uma estrutura importante onde as comunidades se podem acolher, construir novas dinâmicas culturais, foram sacrificadas".

Faz no dia 25 de Abril 36 anos que se conquistou o Poder Local. Desde então, primeiro as comissões administrativas e, de seguida, as Câmaras, eleitas pelo povo, começaram a lavrar a autonomia local. Construíram-se estradas, electrificaram-se aldeias, fizeram-se centros paroquiais, escolas e campos de futebol.

O eleitoralismo que depressa se instalou, deixou o poder à mingua das personalidades das pequenas comunidades que lhe arrecadavam votos. Em 36 anos deram-lhes em troca coisa pouca, mas que fazia eleger ambos em sucessivos mandatos. O poder usou subsídios para os ranchos folclóricos, as comissões fabriqueiras, instituições ligadas à Igreja, campos de futebol ou grupos corais para manter o poder.

Nem sempre se alimentou o objectivo de governar o concelho, mas o poder do partido, por forma a quem o dirigia se pudesse manter no governo municipal.

Dessa estratégia sobrou muito que não era útil. E no caso do nosso concelho, as sedes de junta, uma estrutura importante onde as comunidades se podem acolher, construir novas dinâmicas culturais, foram sacrificadas.

Em Barcelos, quase 36 anos depois, ainda estão por construir vinte casas dignas. Ainda há gente, como o presidente da Junta de Mariz, que é obrigado a receber os habitantes numa mesa de campismo na garagem de sua casa. Em Quintiães, o autarca recebe os habitantes nos baixos da sua casa. Em Aguiar, ao autarca salva-o a cave da sua residência. Em Bastuço Santo Estevão, o presidente também tem que disponibilizar a sua residência para receber as pessoas.

A Câmara Municipal mudou em 2009. Esperemos que outros ventos corram e com eles outras políticas.

Opinião

Barcelos Popular
28 de Jan de 2010 0

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