
É urgente Abril
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"Nessa medida, o Barcelos Popular continuará a ser tão importante como no passado"
A alteração da correlação de forças no novo executivo municipal resultante da vitória eleitoral do Partido Socialista, no passado dia 11 de Outubro, vem colocar novos desafios e porventura a afinação de estratégias editoriais em alguns dos outros órgãos de comunicação social do concelho.
Pela parte que nos toca, e estabilizadas as relações institucionais com o poder local como não se via desde o tempo em que João Casanova foi presidente da Câmara, a única garantia que para já podemos dar é a de que, independentemente do bom ou mau relacionamento com os novos órgãos autárquicos, estaremos aqui com a mesma determinação no combate às injustiças, ao compadrio, à incompetência, ao laxismo ou aos abusos que eventualmente possam vir a ser cometidos contra as populações do concelho.
As relações de proximidade que por força da amizade ou até de ligações familiares possam existir entre alguns de nós no Barcelos Popular e algumas das novas faces do poder são, pois, meros acidentes neste percurso de 33 anos de jornalismo de verdade que ontem comemorámos. Não há, por isso, razões de fundo para alterarmos, na essência, os princípios editoriais que sempre defendemos desde a fundação deste projecto.
O poder, esse sim, terá que compreender que o clima de arrogância, prepotência, crispação e insensibilidade social até agora reinante conduz inevitavelmente à desgraça.
Não pretendemos, com estas palavras, lançar avisos à navegação. Pelo contrário. Se bem conhecemos o elenco municipal agora empossado, estamos em crer que, também eles, saberão conviver saudavelmente com as críticas que inevitavelmente se irão fazer ou já fizeram nas nossas páginas. Tanto mais que, em nossa opinião, a imprensa regional não se substitui à vontade popular nem sequer é determinante nas vitórias ou derrotas eleitorais.
Será, isso sim, importante para despertar consciências e apelar ao sentido cívico dos cidadãos quando são postos em causa os seus direitos ou se atenta criminosamente contra o meio e o ambiente que os rodeiam.
Nessa medida, o Barcelos Popular continuará a ser tão importante como no passado quando contribuiu para evitar a construção do malfadado prédio previsto para o Campo da Feira; terá a mesma postura de combate ao assalto financeiro que ainda está a ser feito ao bolso dos barcelenses com os brutais preços de ligação e tarifários das águas; será sempre o eco da revolta das populações de Barqueiros e Vila Seca na sua luta contra os atentados ambientais que as ameaçam, mesmo que para isso seja necessário questionar a legislação e as autoridades que a tentarão fazer cumprir.
A desobediência colectiva, ou até localizada, às injustiças impostas por lei é um imperativo tão legítimo como aquele que resulta do voto em urna. O povo e os seus interesses, na nossa perspectiva, estarão sempre acima dos desejos do poder instituído, sejam eles de natureza autárquica ou nacional.
É com esta atitude que os barcelenses poderão contar. A mesma de sempre. Não se surpreendam, portanto, se aqui nos interrogarmos sobre a bondade das nomeações para os cargos de natureza política ou de confiança pessoal.
O "amiguismo" ou o cartão de militante do partido não poderão ser, como no passado, o critério essencial para a ocupação de lugares que, antes de tudo, exigem competência. E ao contrário de outros que vão pedindo que se perdoe ou ignore uma hipotética "caça às bruxas", estaremos aqui para denunciar, se for caso disso, as vassouradas propostas pelos "cristãos novos" que se querem sentar na mesma mesa dos que até aqui eram apenas um "produto" inventado ou criado por terceiros.
Comeremos, como até agora, na mesa em que fomos criados. Dispensamos de bom grado o convívio dos que eventualmente já se estarão a fazer à gamela. E esperamos sinceramente que o novo poder não se deixe engodar pela bazófia de "meia dúzia de indivíduos" que apenas usam os meios de comunicação social como "tribuna de deleite intelectual".
De resto, podem contar connosco desde que não façam disparates nem abusem da boa vontade popular.
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