Vivemos um momento decisivo na política portuguesa. O país assiste a uma narrativa que ameaça as tão difíceis conquistas sociais e democráticas. O discurso do medo, da divisão e do egoísmo volta a ganhar espaço, enquanto muitos portugueses se sentem órfãos de políticos e políticas que os ouçam. Não há como fugir aos factos: estas eleições autárquicas vieram confirmar as últimas legislativas - a esquerda está a perder voz.