
A cidade sem maestro
Raramente Barcelos viveu, numa única noite, uma ag...
em Barcelos estamos ainda mais prontos para continuar a batalha na construção de uma autarquia mais justa, mais solidária, onde façam sentido as palavras paz, pão, habitação, saúde e educação.
Nos outdoors de campanha eleitoral do Bloco de Esquerda para as eleições do próximo domingo, pode ler-se: "ESTAMOS PRONTOS".
Na qualidade de candidato à Câmara Municipal nas próximas eleições autárquicas de 11 de Outubro, não podia estar mais de acordo. E até acrescento que, em Barcelos, estamos ainda mais prontos para continuar a batalha na construção de uma autarquia mais justa, mais solidária, onde façam sentido as palavras paz, pão, habitação, saúde e educação.
Em nome dos candidatos às próximas eleições autárquicas, posso afiançar que estamos todas e todos prontos para a reivindicação e exigência.
Nos diferentes orgãos – Câmara, Assembleia Municipal, Assembleias de Freguesia –, daremos luta e confronto às politicas de Fernando Reis e a todos os interesses instalados que aquelas têm vindo a alimentar.
Fernando Reis, que tem propagandeado mil maravilhas concretizadas, só não especifica qual o bom trabalho realizado e já são vinte anos de governação e de adiamentos.
Enunciando apenas algumas das obras, por exemplo, basta ver o estado a que o rio foi deixado, o parque de estacionamento prometido, a rede de transportes públicos urbanos inexistentes, para ficarmos por aqui.
E das obras que fez, as poucas que se conhecem, pelo tempo que levaram a concluir, bem que podiam ser inscritas em algum livro de recordes.
As Piscinas Municipais, iniciadas em 1989, só 11 anos depois foram inauguradas, e com uma derrapagem orçamental de 550 mil contos.
O Teatro Gil Vicente, edifício comprado em 1995 pelo município, só o foi, depois de negociações duvidosas, que resultaram em prejuízos económicos para todos nós e que 14 anos depois continua sem utilidade.
O Museu do Rio, obra iniciada em 2001, teve uma derrapagem para os cofres do município de milhares de euros, e passados 8 anos continua sem ter qualquer função ou utilidade e fechada ao público.
O Parque de Campismo continua, passados 12 anos – desde 1997 – apesar de ter local de edificação, sem conclusão. A obra não começou e possivelmente nunca vai começar.
A Circular Rodoviária começou a ser construída em 1988 e já lá vão 21 anos e continua inacabada.
O Complexo Desportivo, iniciado em 1997, só está parcialmente concluído. Faltam ainda os três campos de treino, os 6 courts de ténis, o pavilhão multiusos e a pista de tartan. O que tem, são as derrapagens de outros tantos milhões de euros.
A Frente Fluvial, obra que abrange um perímetro pequeno, e que deveria estar concluída em 2006, continua, três anos depois, inacabada.
A Central de Camionagem levou seis anos a concluir e, passados 12 anos, continua de costas voltadas para a cidade, servindo apenas para depósito de autocarros.
A Ponte Calatrava, que para Reis foi uma bandeira para ganhar eleições, conclui-se, passado 8 anos que não passou de um manto de areia atirado aos olhos dos munícipes.
A incompetência de Reis espelha-se ainda na privatização da água, que colocou Barcelos nos primeiros lugares da água mais cara do país.
Recentemente, e para esconder a sua incapacidade, o executivo de Fernando Reis fez aprovar em Assembleia Municipal a constituição de parcerias público-privadas que, para além da duvidosa necessidade de muitas dessas obras (campos de futebol), o concelho vai pagar aos parceiros privados, nos próximos 30 anos, cerca de 200 Milhões de Euros, hipotecando muitas hipóteses de afirmação das próximas gerações.
Após o dia 11 de Outubro, aquando do encerramento das urnas de voto, vamos com certeza alcançar as expectativas a que nos propomos, elegendo pessoas empenhadas em ver nas suas autarquias politicas de verdade, transparência, qualidade de vida e que pensem no futuro.
A prenda final será a eleição pela primeira vez em Barcelos de um vereador do Bloco de Esquerda.
Para isso acontecer só nos resta continuar o trabalho, agora com mais intensidade.
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