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Um ex-empregado garantiu que vários funcionários tinham acesso ao cofre da instituição e alguns, inclusive mesários, retiravam verbas e não as devolviam.
O Tribunal de Barcelos ouviu esta segunda-feira nove testemunhas no caso de peculato, falsificação de documentos e crimes conexos na Misericórdia de Barcelos de 2001 a 2007. Um ex-empregado garantiu que vários funcionários tinham acesso ao cofre da instituição e alguns, inclusive mesários, retiravam verbas – relativas a pensões, donativos, subsídios – "a título de empréstimo, deixando um vale ou cheque" como prova de devolução, mas por vezes nunca foram repostas.
Pelo menos aquela testemunha sublinhou que Mário de Azevedo, que deixou recentemente o cargo de provedor e é testemunha no caso, "tinha conhecimento" e "consentimento tácito" do esquema. Porém, o advogado de defesa disse que nada se provou, uma vez que o Ministério Público achou mais de 30 vales e "não se sabe o que foi devolvido". Uma carta anónima alertou em 2007 a PJ de Braga, que investigou até Janeiro passado – haveria quase dez mil euros por mês de desvios. O julgamento segue dia 20 e a 3 de Novembro.
Na sessão inicial de 28 de Setembro, Flávia Machado e António Costa, funcionária e chefe de secretaria, admitiram ter ficado com cerca de 350 mil dos 600 mil euros de que são acusados, mas "era usual, tratava-se de empréstimos" para liquidar contas na sua fábrica de peúgas. Outros terão resgatado verbas "pelo mesmo método", para fins diversos, mas repuseram-nas a tempo. O marido de Flávia e ex-funcionário, Luís Machado, negou ter-se envolvido. Pelo menos um utente terá dado um donativo que nunca entrou nas contas da Misericórdia.
António Costa assumiu ainda ter preenchido sozinho cheques de mais de 100 mil euros no total, assinados por mesários, para pagar facturas da entidade, sempre em dinheiro, mas endossava-os para depositar na sua conta. A verba sobrante dos 600 mil euros será do "saco azul" "Comissão de Auxílio", para a Santa Casa pagar serviços escapando ao IVA. Haverá várias contas relacionadas, uma acima do meio milhão de euros. Este assunto corre num processo à parte.
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