Desde muito novo que senti um grande interesse – e até uma certa vocação – pelas causas públicas. Talvez por ter vivido o 25 de Abril com apenas 16 anos, ainda sem perceber bem o que tinha sido o regime anterior. Não tinha noção clara do sofrimento, da fome, da perseguição, da tortura, das prisões arbitrárias e, sobretudo, da ausência daquilo que é talvez o mais fundamental de todos os direitos: a liberdade.