Nem sempre o hábito faz o monge
Opinião CDU Legislativas
Jerónimo Sousa, candidato da CDU, apresenta aos portugueses medidas urgentes de um Programa de Ruptura, Patriótico e de Esquerda.
Terminado o ciclo de debates com os candidatos a primeiro-ministro, surgiram especialistas políticos, comentadores, psicólogos, etc... com análises várias mas com um único fim: levar a água ao moinho do capital e da política de direita que o sustém.
Para os analistas políticos ao serviço do capital o essencial é o estilo do candidato, é essa a característica que deve contribuir decisivamente para a intenção de voto. A responsabilidade política pelo grave estado socioeconómico do país e o projecto político apresentado pelos candidatos não é fundamental, pouca importância deve ter para o desfecho do resultado eleitoral.
Tendo em conta tal critério de análise o facto de José Sócrates ser o responsável pelas enormes dificuldades que o povo português enfrenta: mais de 600 000 desempregados, destes 300 000 sem subsídio de desemprego; 25% dos trabalhadores com trabalho precário; cerca de milhão e meio de portugueses sem médico de família; encerramento de serviços públicos essenciais para o bem-estar das populações – escolas, maternidades, urgências; aumento da idade de reforma e pensões de miséria; política fiscal injusta sem cumprir o papel de redistribuição da riqueza; dois milhões de pobres, tudo isto, não é fundamental, nem objecto de análise.
E o facto do seu projecto político para a próxima legislatura ser de continuidade da política de direita, de favorecimento dos grupos económicos que durante o seu mandato acumularam lucros no valor de 16 784 milhões de euros (Banca, EDP, Galp, REN) não é relevante para o futuro dos portugueses por isso não deve ser decisivo na escolha eleitoral.
Importante é que Sócrates é enérgico, capaz, determinado e até apareceu com uma gravata azul que em televisão transmite sobriedade (segundo os entendidos).
Quanto a Manuela Ferreira Leite, igualmente, responsável pelo estado do país é pouco relevante, para os analistas, a culpa no cartório e a incoerência que tem demonstrado, como é exemplo o fim do pagamento especial por conta, instrumento fundamental, enquanto ministra, na cobrança de impostos que enorme dificuldade criou e cria aos pequenos empresários é hoje um dos trunfos das promessas eleitorais. Tudo vale para se conseguir o poder, tudo vale para se dar a ideia de mudança e ficar tudo na mesma.
A preocupação dos analistas políticos em tentar justificar as diferenças políticas entre PS/PSD é demonstrativo que o importante não é o projecto político mas a continuidade da política de direita.
Importante é que Manuela Ferreira Leite é uma candidata séria, sem demagogia, consciente dos problemas do país, uma verdadeira alternativa para governar o país (segundo os entendidos).
Mas o país precisa de uma ruptura e mudança, de uma política diferente ao serviço do povo. É isso que os portugueses devem analisar, devem exigir com o seu voto uma política que: valorize o trabalho; promova o emprego com direitos; aumente os salários e pensões; eleve as condições de vida e reforce o papel do Estado nos sectores estratégicos.
Jerónimo Sousa, candidato da CDU, apresenta aos portugueses medidas urgentes de um Programa de Ruptura, Patriótico e de Esquerda.
Medidas realmente necessárias para combater as dificuldades, actualmente, enfrentadas pelos portugueses, medidas como: alargamento do acesso ao subsídio de desemprego; aumento do salário mínimo e pensões; alteração dos aspectos negativos do código do trabalho; gratuitidade dos manuais escolares no ensino obrigatório; redução da energia para as famílias e empresas; fim do pagamento especial por conta; etc... Estas medidas se não forem implementadas os portugueses poderão ver a qualidade de vida agrava-se.
É a política defendida por cada candidato que deve ser analisada, é a ruptura com a política de direita que deve ser exigida pelo nosso voto no próximo dia 27 de Setembro.
