Para os jovens adolescentes da década de 1970 que chegaram à minha idade, o 25 de abril de 1974 é um baú de memórias sem fundo, uma arca de gratas recordações. As lembranças daqueles dias inesquecíveis não servem apenas para a efeméride, de cravo preso ao peito ou seguro na mão a caminho de alguma cerimónia comemorativa, porque nos acompanham de forma indelével durante toda a vida, como se carregássemos no bolso um manual de conduta ética, um guia de amor à liberdade e de respeito pelo nosso semelhante.