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5 de Junho – O Povo e o Poder

CRÓNICAS DE BARCELOS ( 9 )

"Obviamente os Portugueses não irão votar contra si mesmos. O PSD, numa viragem neo-liberal, anuncia a intenção de privatização da água (nós Barcelenses sabemos o que custa)..."

No próximo dia 5 de Junho os Portugueses vão escolher um novo Governo, na sequência da demissão do actual, face ao voto contra o PEC de todos os partidos da oposição.

Decorrido um mês sobre a demissão do Governo é seguro afirmar-se que esse chumbo do PEC custou muitas centenas de milhões de euros às finanças do País, sem que se vislumbre uma saída algo diferente nas eleições que se avizinham. Todas as sondagens e estudos de opinião concluem que nenhum partido alcançará a maioria absoluta, mas algumas até indicam uma nova vitória do PS.

A revelar-se verdadeira esta projecção, fica ainda outra certeza... Só o PS ou o PSD poderão ganhar estas eleições legislativas, sendo, contudo, os demais partidos (CDS, PCP e BE) determinantes para assegurar uma possível maioria estável.

Na verdade, estas eleições só se justificaram porque o Presidente da República entendeu não ser aconselhável ou possível procurar outras soluções no quadro constitucional, talvez na esperança de que o eleitorado pudesse virar à direita e dar a vitória ao PSD, que o elegeu.

É claro que a imposição do PEC pela UE e FMI, para ajuda a Portugal, não é só por si suficiente para garantir a estabilidade política e a recuperação da economia portuguesa, sendo antes exigível o compromisso de todos os responsáveis políticos no sentido de colocarem o interesse nacional acima de interesses meramente partidários.

Contudo, se o PEC nos é imposto, já não é indiferente escolher quem determinará as melhores medidas para atingir os objectivos.

Daí que no dia 5 de Junho não seja indiferente votar no PSD ou no PS, muito menos nos demais partidos. É que o que estará sobretudo em causa é decidir quem vai ser o próximo primeiro ministro e qual o partido que vai governar, ainda que em coligação ou com acordos de poder com os demais.

Obviamente os Portugueses não irão votar contra si mesmos. O PSD, numa viragem neo-liberal, anuncia a intenção de privatização da água (nós Barcelenses sabemos o que custa), as fontes de energia, a saúde, a educação, a Caixa Geral de Depósitos, além de dar indicações de querer aumentar o IVA (a pagar por todos cegamente), para compensar benefícios não explicados, insistindo na diminuição dos salários, pensões, subsídios sociais e outros benefícios, pondo em causa o Estado Social.

Ora, todos já perceberam que é antes necessário criar condições para desenvolver e fazer avançar a economia, apoiando sobretudo quem produz e exporta, quem cria riqueza e emprego e diminuir drasticamente a despesa pública, mas sem pôr em causa o Estado Social e aqueles que em nada contribuíram para esta crise.

Como disse Abraham Lincoln "...se quiser pôr à prova o caracter de um homem dá-lhe poder". No dia 5 de Junho não há lugar à experimentação, nem se pode confiar o futuro de Portugal a quem elegeu os Portugueses mais desfavorecidos e os trabalhadores dependentes como responsáveis pela crise e o alvo de todas as medidas.

Se é certo que o actual Governo do PS cometeu alguns excessos e erros, que deve assumir, este é, contudo, o momento de escolher quem está em melhores condições para assumir compromissos com os Portugueses e para governar Portugal durante os próximos quatro anos. Por isso, no dia 5 de Junho, a decisão cabe aos Portugueses. E o Povo sabe bem o que não quer, sendo evidente que só pode querer o melhor, para garantir o futuro de Portugal.

Opinião

Barcelos Popular
12 de Mai de 2011 0

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