
É urgente Abril
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Não entendemos qual era a pressa de ficarmos mais pobres e endividados, fingindo que estamos mais ricos ou mais remediados!
Nas últimas semanas o País foi agitado com dois boatos. Com o primeiro fez-se constar que, com o regresso ao mercado, o País mostrava sinais de retoma e de recuperação da crise, muito mais rapidamente do que o esperado.
Qualquer Português avisado desconfiaria logo dessa propaganda, pois ninguém se deu ao trabalho de explicar como é que um País, cujo Governo diz que não precisa de mais tempo, nem de mais dinheiro, se vai endividar em mais 2,5 mil milhões de euros só para mostrar que já tem de novo crédito nas praças internacionais.
Sendo coisa de menor importância, parece que ficámos mais endividados, mas contentes porque as Finanças e o Governo ficaram com uma boa reserva para os grandes momentos eleitorais de 2013. Foi decretado o fim da crise, mas ninguém consegue, nem sabe como saír dela.
Não entendemos qual era a pressa de ficarmos mais pobres e endividados, fingindo que estamos mais ricos ou mais remediados!
Entretanto os diversos serviços públicos não têm sequer um cêntimo que lhes valha para acorrer às mais elementares necessidades de funcionamento e gestão. Ninguém lhes disse que não podiam ter pressa e que tinham que gastar devagar.
Mas também ninguém explica para onde foram esses milhões. Entretanto as privatizações, como que por encantamento, ficaram suspensas até novas investidas, mas não faltam centenas de milhões para o que bem se sabe.
Face a este estado de coisas surgiu inopinadamente um outro boato relativamente ao PS, o de que António Costa se preparava para discutir a liderança com António José Seguro, erguendo-se vozes de outros quadrantes a exigir eleições internas e a substituição da liderança. Foi declarada a pressa de chegar ao poder.
Depois do circo montado e de iniciado o espectáculo eis que tudo é pacificado com um passe de mágica e alguns abraços, com uns suspiros de alívio de todos aqueles que já viam os respectivos lugares a serem cobiçados, sabe-se lá por quem e porquê, tudo em nome da unidade, apressadamente declarada.
Afinal não se entendeu a pressa na montagem de tal circo, nem sequer a finalidade, mas, felizmente para todos, incluindo para o Governo, a normalidade voltou mais depressa do que aparentemente seria de esperar e o Povo descansou.
Entretanto o País voltou à anémica postura e aguarda moribundo o milagre que tarda em ser anunciado, por falta de profeta credível. A folia do Carnaval vai permitir esquecer temporariamente os perigos e fantasmas que se anunciam no horizonte.
É caso para perguntar: afinal qual é ou era a pressa? A Primavera está a chegar e as depressões tenderão a florir e a ser privatizadas, cada um ficando com a sua.
A pressa não é saudável para quem gosta de andar devagar, a contar os passos, na esperança de que alguém os dê na sua vez…
Entretanto o País ficará adiado e sem sinais de pressa até às autárquicas do Outono.
Barcelos, 6 de Fevereiro
de 2013
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