
A cidade sem maestro
Raramente Barcelos viveu, numa única noite, uma ag...
O 8º lugar que Domingos Pereira destinou à JS na lista para a Câmara não satisfez as aspirações de Luis Machado. Se o lugar fosse outro, o coordenador da JS por certo não apresentaria o nome de Filipe Lemos.
Com o sapo atravessado, Machado não se conteve e prestou declarações a rádios e jornais que apenas aproveitam a quem deveria ser o alvo das críticas de todos os socialistas barcelenses e, principalmente, de quem tem responsabilidades de representação de militantes, como é o caso do ainda coordenador da JS Barcelos.
Machado queria maior representatividade da JS nas listas. Pretensão que poderia ser encarada com naturalidade se, efectivamente, a JS Barcelos actual tivesse alguma expressão. Mas não. Luís Machado demonstrou capacidade de mobilização para chegar à liderança da JS Barcelos. Mas só até aí.
Depois, a JS Barcelos deixou praticamente de existir enquanto estrutura activa de envolvimento de todos os jovens socialistas barcelenses na política, consciencialização política desses mesmos jovens e defesa dos seus interesses, para se transformar num grupo cada vez mais restrito de defesa de interesses e lugares de alguns.
Hoje, a JS Barcelos, conduzida à mais profunda letargia, é liderada por alguém que já não tem idade para lá estar, que secou tudo à sua volta e insiste em comprometer a estrutura que coordena com uma oposição interna que nada tem de construtiva.
Com todo este currículo, só mesmo Machado para entender que a sua JS não tem a representatividade nas listas que merece.
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