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Nem todos são iguais

Estamos a viver um período diferente. Vivemos um período que revela todas as contradições das últimas décadas.

Contradições provocadas pelo capitalismo há várias décadas e intensificadas, nas últimas duas décadas, com a queda do socialismo na União Soviética. O capitalismo foi o caminho que o PS, PSD e CDS quiseram caminhar, prejudicando os trabalhadores e o povo português demonstrado na realidade socioeconómica, actualmente vivida. 

O agravamento da situação económica e social que provocou a perda brutal do poder de compra, a destruição do aparelho produtivo com a financeirização da economia provocando um exército de desempregados, a desvalorização do trabalho com a perda de direitos dos trabalhadores e redução dos salários, a desvalorização da qualidade de vida com o aumento da idade da reforma e a redução das pensões, a dificuldade crescente de acesso a serviços sociais essências: saúde; educação; justiça etc... as perturbações ambientais provocadas pelo modo de produção do capitalismo, o aprofundamento das desigualdades sociais num país com milhões de pobres e um punhado de capitalistas, muitos com fortunas de origem duvidosa, a acumulação de riqueza do sector financeiro, energético e comunicação tem provocado enormes dificuldades aos trabalhadores e povo português.

A agudização da luta de classes intensifica-se, os trabalhadores perceberam a fraude do capitalismo e anseiam por uma alternativa real que sirva os seus interesses, é por conhecer esta realidade que o capital, através das suas marionetes políticas e jornalísticas, ataca das mais variadas formas o PCP: omissão da actividade partidária; deturpa e menoriza o seu conteúdo; diaboliza o comunismo.

É neste contexto que deve ser entendida a proposta de Alberto João Jardim de proibir o comunismo, e não como um devaneio carnavalesco de um homem inconsciente e espalhafatoso, reflecte a espinha dorsal anticomunista dos partidos de direita. Esta proposta fascista está carregada de ódio de classe e intelectual.

A diabolização do comunismo, a partir da equiparação do comunismo com o fascismo, numa acção de criminalizar o primeiro e branquear o segundo, essencial ao capital quando se intensifica o descontentamento do povo, sempre na tentativa de esconder que o fascismo foi a forma de poder adequada, num dado período histórico, que o capital apoiou para defender os seus interesses.

Nesta linha, há quem defenda a suspensão da democracia por seis meses, outros, analfabetos políticos e históricos, dizem que a solução do país era dois ou três Salazares, tudo serve para esconder a verdadeira solução e manter a mesma política.

Mas solução que serve, realmente, o interesse do povo português é a ruptura com a política ao serviço do capital.

É ruptura com a política de direita o fim do código de trabalho que fragilizou os trabalhadores nas relações laborais.
É ruptura com a política de direita o combate às desigualdades sociais através do aumento dos salários e o fim da acumulação obscena de riqueza dos grandes grupos económicos.
É ruptura com a política de direita a nacionalização de sectores estratégicos essenciais para o desenvolvimento económico do país.
É ruptura com a política de direita a defesa do serviço nacional de saúde e a defesa do ensino público, universal e gratuito.
É ruptura com a política de direita a defesa do nosso aparelho produtivo nacional, é essencial a defesa das pescas, da agricultura e dos pequenos empresários.
O desenvolvimento e a intensificação da luta de massas apresentam-se como a resposta necessária à situação actual – na defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores e do povo.

O reforço da CDU nas próximas eleições é fundamental porque a CDU é portadora incontestável dessa ruptura, assume particular importância no nosso distrito a reeleição do deputado Agostinho Lopes e a eleição de Leonor Castro, na defesa dos trabalhadores, dos agricultores, dos pequenos empresários.

Agostinho Lopes foi o deputado que mais expôs os problemas do distrito de Braga e do concelho de Barcelos na Assembleia da República, o que mais interveio para a resolução dos nossos problemas, o que mais ligação teve com quem sente a injustiça desta política.

A CDU merece, Agostinho Lopes merece a nossa confiança porque Nem Todos São Iguais.

Mário Figueiredo, Membro da Concelhia de Barcelos do PCP

Opinião

Barcelos Popular
06 de Ago de 2009 0

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