
É urgente Abril
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Tanto quanto nós, Fernando Reis sabia bem o que estava a dizer quando falou no “perder” e “ganhar” nos casos da maternidade e do novo hospital. A desculpa da descontextualização não serve por isso neste caso, nem noutros que tal.
“Nunca concordei com o encerramento da maternidade. Desistir não é concordar. A frase foi descontextualizada por um órgão de comunicação social”. Esta foi a justificação de Fernando Reis, na última Assembleia Municipal, em resposta à notícia do Barcelos Popular que veio à estampa precisamente no dia anterior.
Como se previa, logo teve os seus seguidores, que voltaram com a conversa de que este género de notícias, ou críticas, não passa de ataques pessoais dos jornalistas que, maldosamente, descontextualizaram frases proferidas pelo autarca, aquando da cerimónia de homologação do acordo estratégico entre o município e o Ministério da Saúde para a construção do novo hospital. Tanto Alfredo Cardoso (PS), como Adélio Miranda (PSD) e mesmo José Maria Cardoso (BE), defenderam, ou admitiram, essa tal descontextualização. Fui o autor da notícia que o BP fez manchete, onde o ex-ministro da Saúde, Correia de Campos, diz que Fernando Reis concordou com a reforma, que passou, em Barcelos, pelo encerramento da maternidade.
Na altura, estas palavras do governante, proferidas num entrevista ao jornal Público, não foram o alvo de Reis e dos que o acompanham. O BP, uma vez mais, é que estaria a mentir descaradamente. Não se atacam os factos da notícia, ataca-se o mensageiro, tentando descredibilizá-lo. Apesar de termos confrontado o autarca com estas declarações e de reproduzirmos a sua versão na notícia em causa, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, de forma absurda e incompreensível, obrigou-nos, uma vez mais, a publicar um Direito de Reposta cheio de apartes pondo em causa o BP e em especial o meu profissionalismo, curiosamente, ao contrário do meu texto que era factual… sem apartes sobre a conduta da Câmara ou de Fernando Reis no processo de encerramento da maternidade.
Agora, com o acordo para o novo hospital, o BP, uma vez mais, não teve receio de fazer manchete do que, de facto, foi notícia na cerimónia – Reis desistiu da maternidade, deixou cair o processo que tinha em tribunal e lamentou o facto de Correia de Campos não ter sido convidado. E disse mais: “Entre perder a maternidade em 2006 e ganhar um hospital, o saldo é positivo”.
Palavras importantes cuja relevância é ainda mais acentuada quando proferidas numa cerimónia pública com a importância da de 10 de Julho. Neste sentido, podemos apenas concluir que, tanto quanto nós, Fernando Reis sabia bem o que estava a dizer quando falou no “perder” e “ganhar” nos casos da maternidade e do novo hospital. A desculpa da descontextualização não serve por isso neste caso, nem noutros que tal, como no da maternidade, o tempo acabou por nos dar razão…
A verdade é que a Câmara Municipal de Barcelos desistiu, de facto, da maternidade e que Reis, que publicamente, tantas vezes, se insurgiu contra o encerramento da mesma, gostava que o homem com quem fez o acordo que levou a este desfecho estivesse em Barcelos, ao seu lado, na passada sexta-feira. Uma verdade incontestável, verbalizada na pessoa do próprio presidente da Câmara. Por tudo isto e porque a verdade merece ser lida aqui está o contexto e o resto é conversa.
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