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Peças serão musealizadas
Cerâmica do século XVI na Foz

Quatro cântaros, malgas e frigideiras em barro vermelho, alguns de aparência ainda produzida na zona de Galegos e vidrados por dentro e fora, estão expostos no Museu Municipal de Esposende.

A caravela de 1548 que naufragou no estuário do Cávado e foi descoberta há duas décadas levava alguma quantidade de cerâmica, provavelmente do Este de Barcelos (antigo concelho de Prado). Quatro cântaros, malgas e frigideiras em barro vermelho, alguns de aparência ainda produzida na zona de Galegos e vidrados por dentro e fora, estão expostos no Museu Municipal de Esposende. Deverão transitar para o Centro Marítimo de Esposende (ou Museu do Mar), tal como parte do restante espólio que ficou submerso mais de 400 anos.

Está-se a estudar as peças, a razão do naufrágio e o impacto histórico-patrimonial, havendo até mestrados na área. Foi José Saraiva Oliveira a descobrir numa dragagem no Varadouro diversas madeiras e cerâmicas da embarcação, de início ligada ao comércio da feira de Barcelos. Só anos mais tarde se anunciou o achado à Capitania e ao Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática. Testes de carbono 14 numa universidade dos EUA confirmariam a idade da caravela com 40 toneladas de capacidade.

A directora do IPARMALE (Inventário do Património Arqueológico Relativo ao Meio Aquático do Litoral de Esposende), Ivone Magalhães, disse ao BP que "confirmou-se o movimento mercantil" durante os Descobrimentos no rio Cávado, então navegável pelo menos até Prado, embora Esposende fosse conhecido como grande pólo de construção naval. A costa "acidentada e propícia à desgraça em dias de mau tempo" pode ter levado ao naufrágio, impedindo a cabotagem "quem sabe pelos grandes percursos do Atlântico".

Já Isabel Fernandes, directora do Museu Alberto Sampaio, aplaudiu o achado: "É preciso divulgar à sociedade! Não se sabe quando começou a loiça vidrada em Barcelos, esta pode ser uma excelente pista". A Junta de Freguesia de Esposende, a Fórum Esposendense e a Barcos do Norte seguem o projecto de arqueologia subaquática.

Autor: Nuno Passos
Quinta-feira, 05 de Novembro de 2009 - 15:27:58

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