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Troféus Milho-Rei
Premiar os melhores
Cerimónia de entrega dos Troféus Milho-Rei.
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Barcelos decidiu, na noite de sexta-feira, homenagear aqueles que mais se destacaram em 2009. Perante um auditório dos Paços do Concelho cheio de familiares e amigos dos nomeados pela Cooperativa Milho-Rei – entidade responsável pelos Troféus Milho-Rei –, o som das palmas foi aquele que, merecidamente, mais se ouviu. Agradecidos pela invulgar homenagem – realmente, Barcelos não tem o hábito de homenagear publicamente os barcelenses que se destacam pela positiva em diferentes sectores, como fez questão de referir no discurso de encerramento o presidente da Cooperativa, Francisco Fonseca –, praticamente todos os nomeados não esconderam a emoção no momento de subir ao palco. E entre a humildade de, também eles, agradecerem publicamente a quem instituiu os Troféus, os vencedores lembraram, sobretudo, o seu percurso, aqueles que os acompanharam ao longo das suas vidas e prestaram, também, homenagem aos restantes nomeados. Depois de Augusto Castro, avô do futebolista barcelense do Benfica, Nélson Oliveira, ter agradecido o troféu em nome do neto que não pôde estar presente por estar a disputar o Europeu de sub-19, Américo Alves, líder dos Amigos da Montanha, foi o primeiro premiado a ser reconhecido, e do púlpito falou, de lágrimas nos olhos, "em honra e orgulho" pelo prémio. José Ilídio Torres levou também consigo a emoção para o palco. Reconheceu que é mais fácil apresentar livros do que receber prémios, dedicando o troféu à família e amigos. José Fernandes, do TPC, não precisou mesmo de ser Vasco Santana para na hora de falar dizer que lhe faltavam as palavras. Mas lá disse alguma coisa, destacando o trabalho dos outros nomeados, a par do TPC, pelo que têm feito em prol do teatro em Barcelos. Habituado à companhia em palco dos restantes seis elementos dos La La La Ressonance, André Simão "actuou", desta vez sozinho, e, em jeito de brincadeira, lá lembrou o pai das conversas mantidas aos almoços de sábado, e que, afinal, valeu a pena colocar a "vida em risco" nas inúmeras viagens pelo país fora por uma actividade que até lhe permite, de vez em quando, receber prémios. Afmach foi de poucas palavras e recordou os tempos de criança para agradecer à sua mãe o facto dela lhe ter oferecido "uma caixa de lápis de côr quando era pequenino". Jorge Miranda mostrou-se surpreendido ao ter sido nomeado "por alguma coisa que possa ter feito ao longo da vida", e, por fim, Helder Tomé, em representação de Miguel Costa Gomes, deu os parabéns à Milho-Rei pela primeira edição dos Troféus. A arte do Troféu Ângela Fonseca e Adriano Faria foram os "artistas" que desenharam e executaram os nove troféus entregues a cada um dos vencedores. Apreciada por todos, o artesão explicou ao BP o simbolismo de uma peça que "não foi feita ao calhas. No início pensei em fazer uma peça por categoria, mas depois achei que seria melhor fazer algo que englobasse todas elas". Com a base a ser desenhada pela jovem arquitecta, Faria teve, depois, de a executar. A roda simboliza a união – que tanto dá para a categoria de Acção Social como para a de Desporto Colectivo –, a bola a de Desporto Individual, o círculo, em jeito de boca aberta a Política, significando a necessidade de comunicação dos seus "actores", a harpa para a Música e o livro para a Literatura. Ou seja, tudo foi feito com um sentido estético que incluísse todas as categorias premiadas. "Mobilizar pessoas, estimular os mais competentes, reconhecê-los publicamente" O concelho de Barcelos não tem a tradição de homenagear os cidadãos que se distinguem pelo seu empenho e competência na vida económica, política, cultural, desportiva e social. Os que se esforçam, trabalham e conseguem optimizar as potencialidades do concelho merecem o nosso apreço, estima e admiração. Não há que ter preconceitos sociais, de classe, muito menos tabus político-partidários. O futuro é feito de todos e com todos. Se juntarmos as sinergias de cada um que tem um papel activo na vida pública ou privada do nosso concelho, faremos, com toda a certeza, um caminho melhor. É tempo de desfazer preconceitos, muitas vezes quase que paroquiais. É tempo de abandonarmos o estigma de um concelho de matriz sociológica rural. É tempo de apostarmos na modernidade, sabendo conjugar a tradição com os novos desafios impostos por uma dinâmica onde impera a urbanidade. É tempo de projectar hábitos colectivos, dinâmicas comuns. Com esta iniciativa, a Cooperativa Milho-Rei e o Barcelos Popular pretenderam mobilizar pessoas, estimular os mais competentes, reconhecê-los publicamente para que possam servir de exemplo para os mais jovens. Aos que aderiram a esta iniciativa, premiados e a todos que colaboraram na sua organização, só nos resta agradecer e esperar que, para o ano, tenhamos mais barcelenses a merecerem estar no rol dos seleccionados para os Troféus Milho-Rei. Francisco Fonseca (Presidente da Cooperativa Milho-Rei) Nomeados e vencedores Personalidade Política: Domingos Pereira; José Maria Cardoso; Miguel Costa Gomes. Vencedor: Miguel Costa Gomes Acção Social: Bombeiros Voluntários de Viatodos; GASC – Grupo de Acção Social Cristã; Jorge Miranda. Vencedor: Jorge Miranda Mérito Cultural (Artesanato): Conceição Sapateiro; Joaquim Esteves; Júlia Ramalho. Vencedor: Júlia Ramalho Mérito Cultural (Artes Plásticas): Afmach; António Cunha; Carlos Basto. Vencedor: Afmach Mérito Cultural (Teatro): A Capoeira; Lírio do Neiva; TPC (Teatro Popular de Carapeços). Vencedor: TPC (Teatro Popular de Carapeços) Mérito Cultural (Música): Augusto Leitão; Banda de Música de Oliveira; La La La Ressonance. Vencedor: La La La Ressonance Mérito Cultural (Literatura): Fernando Pinheiro; José Ilídio Torres; José Pedro Lima Reis. Vencedor: José Ilídio Torres Mérito Desportivo (Individual): Hélder Oliveira; João Faria; Nélson Oliveira. Vencedor: Nélson Oliveira Mérito Desportivo (Colectivo): Amigos da Montanha; Associação de Futebol Popular de Barcelos; Basquete Clube de Barcelos. Vencedor: Amigos da Montanha
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Autor: Pedro Granja Quinta-feira, 22 de Julho de 2010 - 10:56:15
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De: Manuel joaquim Monteiro em Quinta-feira, 22 de Julho de 2010 às 10:56:15
Boa Tarde a todos:
Premiar os melhores, é sem duvida uma questão de justiça.
Pena é,que vencedores representantes de algumas instituições, não façam o bem em todo o lado, ou seja! não apliquem o humanismo em tudo o que representam.
Muitos, só dentro do meio religioso é que são humanos.
Manuel Monteiro
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